Governo quer corte na dívida mais rápido do que o conseguido antes da crise

Num Programa de Estabilidade que diz ser de “estabilidade fiscal” e sem austeridade, João Leão aponta para um cenário pós-crise de correcção rápida dos desequilíbrios orçamentais acumulados durante os últimos meses. A ajuda, espera, virá do crescimento económico

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LUSA/TIAGO PETINGA

Ao mesmo tempo que promete não aumentar impostos e não aplicar uma receita de austeridade a seguir à crise, o Governo ambiciona, mesmo assim, que o rácio da dívida pública no PIB registe, até 2025, uma redução de 20 pontos percentuais. A concretizar-se, será o maior corte neste indicador durante um período de cinco anos desde pelo menos 1995, superando o anterior máximo obtido precisamente no período que antecedeu a chegada da pandemia.