Portugal arrisca-se a estar entre as principais vítimas das cicatrizes da crise

FMI alerta que as economias mais dependentes do turismo e com menos capacidade orçamental serão as que vão ficar com danos mais permanentes a seguir à pandemia. Um problema que poderá limitar o crescimento em Portugal a médio prazo.

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Adriano miranda

Os países com uma estrutura económica baseada nos serviços, com um peso elevado do sector do turismo e com uma reduzida margem de manobra orçamental são aqueles que mais se arriscam, no rescaldo da pandemia, a sofrer danos mais permanentes nas suas economias, que prejudicam o seu ritmo de crescimento no médio prazo. O alerta é do Fundo Monetário Internacional (FMI) e serve de aviso a Portugal, um dos países europeus com uma dívida pública mais elevada e onde o turismo desempenha um papel muito importante na economia.