Doces ou salgadas, as bolachas Diplomata ficam bem com tudo (ou sem mais nada)

Produzidas de forma artesanal, numa pequena unidade situada em Ílhavo, as Diplomata Biscuit são uma excelente alternativa para acompanhar queijos, patés e compotas.

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Adriano Miranda

“Uma nova forma de saborear o pão”. O convite aparece impresso na caixa de papel que envolve e protege cada saco de bolachas – as Diplomata Biscuit querem chegar o mais intactas possível ao consumidor final – e a prova não defrauda as expectativas. Doces ou salgadas, simples ou em camadas (folhadas), estas bolachas são, efectivamente, uma excelente alternativa para acompanhar queijos, patés e compotas. Ou sem nada. Produzidas de forma artesanal, numa pequena unidade situada em Ílhavo, as Diplomata não param de alargar a família. Desde as crackers mais tradicionais, as Ondina, até às Sete Folhas, passando pelas Capinhas de Chocolate, são já oito as variedades presentes no mercado. E há planos para alargar a família.

Para conhecer a história destas bolachas é precisar viajar até à cidade de Recife, no Brasil, onde a família de Cláudia Coelho, de 49 anos, detém, há muitos anos, um negócio de panificação. Foi lá que Cláudia nasceu e cresceu, até aos 14 anos, altura em que veio para Fermelã, em Estarreja, mas mantendo sempre a ligação e as viagens a Recife. Das padarias da família, de seu nome Diplomata, trazia sempre uns quantos pacotes daquelas bolachas que marcaram a sua infância. “O nosso lanche da tarde e, por vezes, também durante a manhã, eram as bolachas folhadas. Combinavam com chocolate, queijos e acompanhávamos com batidos”, recorda.

adriano miranda
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A esta vontade de produzir umas bolachas semelhantes à da sua infância, Cláudia Coelho juntou, depois, o desejo de homenagear o espírito empreendedor do seu pai, Antonino Coelho, já falecido, lançando-se na aventura das Diplomata Biscuit. Durante algum tempo, ainda conseguiu conciliar a carreira de directora de uma loja da Zara com a gestão da sua própria empresa, mas, há cerca de dois anos, quando passou a estar sozinha no negócio – até então tinha tido um sócio  teve que se dedicar em exclusivo às suas bolachas. “Foram 25 anos na Zara em que aprendi muito, a nível de equipas e de gestão em geral”, destaca a empresária, que desistiu da licenciatura em Arquitectura para fazer carreira no grupo Inditex.

Ao comando da Diplomata Biscuit, Cláudia Coelho não abdica de acompanhar bem de perto o processo de produção. E sempre que é preciso coloca, literalmente, as mãos na massa. “Não posso vender o produto se não o conhecer bem e tiver a certeza que ele é perfeito”, assevera. Numa fase inicial, a empresária contou com a ajuda de “um mestre em panificação” das padarias de Recife. “Ajudou-nos com o produto inicial e nós fomos alterando, para adaptar ao paladar dos portugueses”, relata. Segundo conta, foi preciso reduzir substancialmente a quantidade da margarina e melhorar a qualidade. “No Brasil usam mais margarina e é de origem animal; nós substituímos pela vegetal e cortámos muito na quantidade”, especifica.

Das Ondinas às Capinhas, com passagem pelos bagels

Começaram com cinco variedades de crackers e foram adaptando e melhorando a gama consoante as respostas do mercado. “Houve uma variedade que retirámos porque era muito frágil, partia-se muito e não tinha tanta procura”, enquadra. Também criaram novos produtos, o último dos quais é já um sucesso entre os fãs destas bolachas artesanais: as Capinhas Chocolate (massa laminada de chocolate com recheio de chocolate). Entre os best-sellers da marca estão também as Ondina Alho e Orégão (com azeite) e Ondina Sésamo. “As de alho e orégão parecem um pão de alho, mas fino e estaladiço; as segundas, marcam por terem uma presença muito forte do sésamo”, destaca Cláudia Coelho.

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E se é verdade que a adesão dos portugueses à linha Ondina (bolachas finas, de uma só camada) era expectável, o mesmo não se pode dizer em relação às gamas Capinhas e Sete Folhas. “Os portugueses não conheciam as bolachas folhadas, mas à medida que as foram descobrindo, aderiram por completo”, nota a empresária, que acredita que parte do sucesso das suas bolachas fica a dever-se à qualidade dos ingredientes – têm de ser o mais naturais e simples possível. “Usamos sal marinho de Aveiro, farinhas especiais, açúcar de cana granulado, e, tirando as bolachas de chocolate, não usamos nada com lactose”, realça.

Por ora, as Diplomata Biscuit estão presentes em várias lojas gourmet ou mercearias finas, bem como nos supermercados do El Corte Inglès, mas a marca não descarta a possibilidade de vir a abrir uma loja própria ao lado da unidade de produção. Na calha está também o lançamento de uma nova linha de bolachas. “Já tenho as receitas desenvolvidas mas por causa deste novo confinamento vamos adiar o lançamento”, revela Cláudia Coelho.

Prometido fica também o relançamento dos bagels da marca, que foram apresentados aos consumidores na altura em que a Diplomata teve um ponto de venda num centro comercial da cidade de Aveiro. “Foi um sucesso tremendo, que queremos recuperar quando tivermos loja própria”, anuncia a responsável pela Diplomata Biscuit.

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