Covid-19: Portugal passa a barreira das 15 mil mortes no dia da maior queda de internamentos de sempre

Portugal regista 2854 novos casos e 149 mortes. Há menos 340 pessoas internadas nos hospitais portugueses, contabilizando-se agora um total de 5230 pacientes hospitalizados com covid-19.

Foto
Centro Hospitalar Universitário de São João, Porto Paulo Pimenta

Portugal registou mais 2854 novos casos de infecção pelo novo coronavírus (o que corresponde a um aumento de 0,4%) e 149 mortes, de acordo com os dados mais recentes da Direcção-Geral da Saúde. Há menos 340 pessoas internadas nos hospitais portugueses, contabilizando-se agora um total de 5230 pacientes hospitalizados com covid-19. Esta é a maior diminuição de internamentos em 24 horas desde o início da pandemia. Por outro lado, registam-se mais dez pessoas com a doença em unidades de cuidados intensivos, num total de 846.

Há quase quatro meses que não se registava um número tão baixo de novos casos a uma sexta-feira — desde 16 de Outubro, data em que foram reportados mais 2608 infectados. Desde o dia 14 de Janeiro, quando foram contabilizadas mais 148 mortes por covid-19, que também não se registava um número diário de mortes tão baixo.

Divulgados no boletim desta sexta-feira da Direcção-Geral da Saúde, os dados correspondem à totalidade de quinta-feira. No total, o país contabiliza 15.034 óbitos por covid-19 e 781.223 casos confirmados desde Março.

Segundo os dados que constam do boletim, Lisboa e Vale do Tejo soma 48% das novas infecções reportadas esta sexta-feira, tendo registado mais 1366 casos e 64 mortes. Já a região Norte contabiliza mais 720 infectados (25%) e 35 óbitos.

Recuperaram da doença mais 7617 pessoas, contabilizando-se agora um total de 652.739 recuperados. Há ainda a reportar menos 4912 casos activos da doença, num total de 113.450.

As 149 vítimas mortais identificadas nos dados desta sexta-feira incluem um homem entre os 30 e 39 anos; dois homens entre os 50 e 59 anos; cinco homens e cinco mulheres entre os 60 e 69 anos; 23 homens e dez mulheres entre os 70 e 79 anos; e 50 homens e 53 mulheres (69% das mortes reportadas esta sexta-feira) com mais de 80 anos — a faixa etária mais afectada em termos de óbitos.

O Norte contabiliza um total acumulado de 320.556 casos confirmados desde o início da pandemia, sendo a zona do país com maior número de infecções. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo, com 293.283 casos; o Centro, com 111.561 casos (mais 427 em relação ao dia anterior); o Alentejo, com 27.546 casos (mais 142) e o Algarve, com 19.249 infectados (mais 109). O arquipélago dos Açores regista um total de 3660 casos de infecção (mais 16) e a Madeira contabiliza 5368 casos (mais 74).

Lisboa e Vale do Tejo regista 6132 mortes por covid-19 acumuladas desde Março e a região Norte 4991. Segue-se o Centro, com 2678 mortes (mais 32), o Alentejo, com 862 óbitos (mais dez), e o Algarve, com 284 mortes por covid-19 (mais sete). O arquipélago dos Açores não reportou nenhuma vítima mortal esta sexta-feira, mantendo-se com um total de 28 óbitos, e a Madeira registou mais uma morte por covid-19, num total de 59.

Média diária de novos casos mais baixa desde 31 de Dezembro

O país registou esta semana a média diária de novos casos de contágio mais baixa desde 31 de Dezembro, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos indicadores semanais sobre a pandemia, o INE registou na quarta-feira um total de 29.511 casos acumulados nos sete dias anteriores, correspondentes a 4216 novos casos em média por dia, “o valor mais baixo desde 31 de Dezembro de 2020”. O número de novos casos confirmados nos sete dias anteriores tem vindo a descer desde 28 de Janeiro.

A 10 de Fevereiro, verificou-se uma taxa de incidência da covid-19 de 903 novos casos por 100 mil habitantes nos 14 dias anteriores em Portugal, abaixo do máximo de 1667 novos casos por 100 mil habitantes atingido no dia 29 de Janeiro.

Apesar da diminuição nos números, o primeiro-ministro, António Costa, assumiu na quinta-feira que o actual confinamento se irá prolongar por todo o mês de Março, durante uma conferência de imprensa após o Conselho de Ministros que aprovou o decreto de execução do 11.º estado de emergência que entra em vigor às zero horas de dia 15 e se prolongará até ao final do dia 1 de Março.

António Costa frisou que “Março terá um confinamento muito semelhante a este, se não igual” e que “não haverá, seguramente, festejos de Carnaval e a Páscoa também não será a Páscoa que conhecemos.”

Estas palavras foram depois sublinhadas pelo Presidente da República que confirmou, numa declaração ao país, que o confinamento está a dar resultados e terá de durar “Março fora”, para não dar sinais errados em relação à Páscoa. “Temos, até à Páscoa, de descer os infectados para menos de dois mil, para que os internamentos e os cuidados intensivos desçam dos mais de cinco mil e mais de oitocentos, agora, para perto de um quarto desses valores. E descer, também, a propagação do vírus para números europeus”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, destacando que esta terá de ser uma “estabilização esta sustentada, duradoura, sem altos e baixos”, para não correr o risco de ser “mais um desconfinamento entre duas vagas”.

Por outro lado, a falha nas entregas de vacinas contra a covid-19 vai atrasar a vacinação de mais um milhão de portugueses, cuja inoculação estava inicialmente prevista até ao final de Março.