Maioria a favor de remodelação governamental e contra regresso de Passos Coelho

Eduardo Cabrita, Francisca Van Dunem e Marta Temido lideram a lista dos ministros que deviam sair.

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Ministro da Administração Interna é o mais impopulaar LUSA/MIGUEL A. LOPES

A maioria dos portugueses está a favor de uma remodelação do Governo e contra o regresso à presidência do PSD do antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

A possibilidade do primeiro-ministro, António Costa, alterar a composição do executivo é pretendida por 50,2%, enquanto 34,5% dos inquiridos se opõem e 15,3% não se pronunciam. A sondagem da Intercampus publicada esta sexta-feira no Jornal de Negócios, Correio da Manhã e CMTV coloca à cabeça da lista dos remodeláveis o ministro da Administração Interna.

Para 21,7%, Eduardo Cabrita é o ministro mais impopular do executivo, seguido da titular da Justiça, Francisca Van Dunem: 60% querem que abandonem o XXII Governo. Um resultado que certamente deriva do facto de o responsável do MAI ter estado em foco no caso do assassinato nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, do cidadão ucraniano Ihor Homenvuk. E que, pela polémica da escolha do procurador europeu português, envolve a titular da Justiça.

Em terceiro lugar, como candidata para deixar o executivo, está a titular da pasta da Saúde, Marta Temido, que mais de um terço dos inquiridos querem que saia. No entanto, a ministra é a mais popular o que os técnicos da Intercampus atribuem à sua notoriedade devida às consecutivas aparições em público devido à pandemia de covid-19.

Quanto ao eventual regresso de Pedro Passos Coelho à vida política, mais concretamente à liderança do PSD, 46,4% não a consideram positiva. Mais: consideram que seria pior líder que o actual, Rui Rio.

No entanto, 39% dos inquiridos consideram que Passos Coelho faria um melhor trabalho do que Rio, embora, nas actuais circunstâncias políticas, económicas, sociais e de crise sanitária, 4,6% sustentem que Passos teria um desempenho semelhante ao do presente líder. Já 10% dos perguntados não quiseram responder ou não sabem.

Foi depois de ter intervindo numa conferência do grupo CUF, na Academia de Ciências de Lisboa, que o nome do ex-primeiro-ministro voltou à ribalta política, passando a ser apontado como substituto de Rui Rio na presidência do PSD.

Esta sondagem, com 603 entrevistas, foi efectuada entre 4 e 7 de Janeiro, e tem uma margem de erro de 4%.