Utilizadores da aplicação de pagamentos MB Way chegam aos três milhões

Número de operações realizadas através da aplicação para telemóveis ultrapassou os 100 milhões em 2020.

Foto
Goncalo Dias

O número de utilizadores de MB Way, aplicação para telemóveis que permite a realização de várias operações bancárias, atingiu os três milhões, segundo dados divulgados esta quarta-feira pela SIBS, entidade gestora da rede Multibanco, que, no entanto, não revela o número de utilizados registados no mesmo período do ano passado.

Em comunicado, a instituição de pagamentos avança ainda que o número de operações realizadas com esta tecnologia ultrapassa os 100 milhões até esta semana. Com a tecnologia MB Way é possível fazer pagamentos, transferências e levantamentos de dinheiro em caixas automáticas.

“No mês de Novembro, foram realizadas mais de sete milhões de compras, totalizando mais de 15 milhões de operações, valores que praticamente triplicaram desde há um ano”, adianta.

De acordo com a SIBS, que criou a solução para os bancos nacionais, a utilização do MB Way cresceu de forma expressiva em 2020, face a 2019, “quer nas compras em loja quer nas compras online, triplicando o seu crescimento em ambos os canais no último mês de Novembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior”.

 “Os portugueses pagam cada vez mais com telemóvel e o MB Way é o grande impulsionador desta mudança de comportamento assumindo-se, no actual contexto pandémico, como um dos métodos mais seguros e convenientes para fazer compras, uma vez que permite que todos os pagamentos em loja sejam efectuados ‘sem contacto’ no terminal de pagamento, qualquer que seja o montante”, afirma Gonçalo Amaro, director da unidade de negócio de Digital & Ecommerce da SIBS.  

Quando foi lançado, o MB Way era gratuito, mas alguns bancos decidiram cobrar comissões, algumas de valor elevado, nomeadamente nas transferências, situação que acabou por ser limitada por lei.

Com base nos novos limites, que entram em vigor a 1 de Janeiro, várias operações ficam isentas de pagamento, mas apenas até determinados limites, como os pagamentos ou transferências até 30 euros por operação, ou até 150 euros durante o período de um mês; ou 25 transferências realizadas no período de um mês. Assim, estas alterações acabam por beneficiar, essencialmente, as pequenas transferências ou pagamentos, que actualmente pagavam comissões que chegavam a ultrapassar 1,50 euros, independentemente do valor.