Com Mário Zambujal na rodagem de Crónica dos Bons Malandros: “Uma coisa portuguesa, muito reguila, de gajos porreiros”

A malandragem segundo Mário Zambujal será uma série de televisão da autoria de Jorge Paixão da Costa. Fala de um tempo de transição — os anos 80 — numa Lisboa que já não existe. Existirá? É comédia, tem absurdo, é sério.

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Alfredo Faya/Ukbar Filmes

Era muito provável encontrá-los em longas tardes — e sobretudo noites — de conversa. “Falávamos de tudo, até sobre futebol”, diz um deles. Havia, de certeza, copos e cigarros. O narrador não entra em detalhes. Não revela segredos, não fala de lugares precisos. Dá uma pista: entre eles, havia um adepto do Chelsea, o clube londrino do bairro onde viveu uns tempos, e dois já tinham obra publicada e consagrada. Depois havia um que era “só” jornalista. Todos andavam pelas noites de Lisboa e todos viam no quotidiano dessa cidade a grande inspiração. Eram José Cardoso Pires, Dinis Machado e Mário Zambujal.

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