Costa critica PSD e afirma que “não há plano B” em relação ao aeroporto do Montijo

Num almoço com a Confederação do Turismo de Portugal, António Costa exaltou o investimento feito no turismo pelo actual Governo e previu possíveis desafios.

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LUSA/MÁRIO CRUZ

António Costa advertiu esta segunda-feira que “não há plano B” quanto ao Aeroporto do Montijo. A informação foi dada num almoço com a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), onde o secretário-geral do PS apresentou as propostas do seu partido para o desenvolvimento do turismo em Portugal e previu alguns desafios caso seja eleito.

“É tempo de decisões e de agir”

O desafio das ligações aéreas foi o que roubou mais tempo ao discurso de António Costa. O secretário-geral do PS afirmou que a conversa sobre o Montijo vem “tarde e com custos”. Aproveitou assim para criticar o PSD por colocar em causa o desenvolvimento do aeroporto do Montijo.

“Não posso deixar de manifestar muita apreensão quando vejo que o principal partido da oposição, que ainda agora votou favoravelmente o Programa Nacional de Infraestruturas, a apresentar não só novas dúvidas existenciais sobre os projectos de alta velocidade [ferroviária], mas, sobretudo, a colocar em causa a opção já tomada para que o desenvolvimento da capacidade aeroportuária de Lisboa seja complementada com o desenvolvimento do aeroporto do Montijo”, disse.

O secretário-geral do PS relembrou as décadas de impasse em relação às possíveis soluções, nomeadamente em Alcochete, e apelou a que se mantenha o consenso politico alcançado no parlamento. Referiu que não pode haver hesitações, pois seriam uma “ameaça à continuidade da actividade turística do país e ao crescimento deste sector, que é fundamental para gerar emprego, riqueza e para dinamizar todo um conjunto de outras actividades económicas”.  

Posto isto, António Costa avisou: “Temos de avançar com o compromisso do Montijo o mais depressa possível”.

A incerteza da saída britânica

O actual primeiro-ministro reconhece que o Brexit é uma forte ameaça ao turismo português. No entanto, Costa admite que “sucessivos adiamentos” vieram ajudar a planear e a ajustar os “planos de contingência” que têm sido adoptados.

Apesar da situação, o secretário-geral do PS quer continuar a investir no turismo com origem no Reino Unido pois, apesar da incerteza, este “tem continuado a aumentar”. Deste modo, pretende implementar mais “boxes de RAPID [Sistema de Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente]”, para agilizar a vinda de britânicos com passaporte electrónico.

Mais investimento no sector turístico

Apesar de nos últimos quatro anos o Governo ter conseguido duplicar o valor de apoio ao investimento no sector turístico, segundo o governante, António Costa admitiu que um dos desafios que enfrentará com a possível eleição é “assegurar a capacidade de investimento no sector”.

“Nos quadros anteriores houve 750 milhões de euros de apoio ao investimento [no turismo]”, mas “conseguimos duplicar para 1500 milhões de euros que alavancaram cinco mil milhões de euros” em projectos que têm sido realizados, garantiu o líder do executivo. 

Alguns dos programas mencionados pelo secretário-geral do PS foram o programa Valorizar – que já conta com 619 projectos -, o programa Revive e Revive Natureza (este último acabado de arrancar, tem já 96 imóveis identificados, que serão integrados num Fundo Imobiliário Especial) que podem ajudar num dos maiores objectivos mencionados: a descentralização do país. Com Lusa

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