Demi Lovato: “Estou farta de ter vergonha do meu corpo”

Uma imagem da cantora norte-americana de biquíni a exibir a sua celulite chama a atenção para a beleza não editada.

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Demi Lovato marcou presença no Rock In Rio Lisboa, em 2018 José Sena Goulão/Lusa
Demi Lovato
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A imagem publicada pela cantora na sua conta de Instagram DR

A cantora de Confident, a canção que deu nome ao seu álbum de 2015, revelou toda a sua autoconfiança numa publicação no Instagram em que revela o seu maior medo — “Uma fotografia de mim em biquíni sem edição” –, ao mesmo tempo que o enfrenta e vence: “adivinhem: é celulite!!!!

Num longo texto, em tom de desabafo, Demi Lovato assume-se “muito cansada de ter vergonha” do seu corpo e de editar as imagens partilhadas. “Sim, as outras imagens em biquíni foram editadas – e odeio o facto de o ter feito, mas é a verdade – para que outros achem que eu sou a ideia deles de beleza; mas isso não sou eu.”

A mulher, que se tornou uma celebridade internacional após ter assumido o papel de Mitchie Torres no sucesso da Disney Camp Rock (2008), continua: “Quero que este novo capítulo na minha vida passe por ser autêntica em vez de tentar estar à altura das expectativas de alguém.”

Usando a hashtag #nationalcelulliteday (dia nacional da celulite), Lovato termina com um desejo: “Espero inspirar alguém hoje a também gostar do seu próprio corpo.” Não sem antes declarar a sua excelente auto-estima: “Aqui estou eu, a cru, real! E eu amo-me.”

Com uma carreira na música e na televisão, Demi Lovato nasceu em Dallas, no Texas. Uma baixa auto-estima, associada à pressão exercida pelos sucessos na Disney, acabariam por determinar uma adolescência complicada: depressões, distúrbios alimentares, bullying e o consumo de heroína que a levaria a uma clínica de reabilitação aos 18 anos.

Depois de seis anos afastada das drogas, em 2018, foi hospitalizada de urgência, devido a uma overdose. Quase duas semanas depois deste episódio, a cantora acabaria por falar publicamente sobre a situação: “Sempre fui transparente em relação à minha jornada com a dependência. Esta doença não é algo que desapareça ou se desvaneça com o tempo. É algo que eu preciso de continuar a superar.”