Out.Fest: xamãs do metal, dança moderna da Tanzânia e explorações jazz portuguesas

Os brasileiros DEAF KIDS, o duo Mezo & Duke, de Dar es Salam, o novo combo onde encontramos Yaw Tembé, Norberto Lobo ou Ricardo Martins e um trabalho exclusivo desenvolvido por Gabriel Ferrandini com a Camerata Musical do Barreiro estão entre as novidades anunciadas esta quinta-feira para o Out.Fest, no Barreiro

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O trio paulista DEAF KIDS é um nomes que actuarão em Outubro no Barreiro JEAN_RIBEIRO
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Os britânicos Alpha Maid DR
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Gabriel Ferrandini António Júlio Duarte
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Mczo & Duke DR
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CALHAU! DR
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O sexteto Chão Maior Vera Marmelo
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Violeta Azevedo DR
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Valeria Farina
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Bezbog DR
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Viegas DR

Já sabemos (quase) exactamente o que esperar. Com a vaga de nomes anunciados esta quinta-feira, desenha-se de forma próxima do quadro final a programação do Out.Fest – Festival de Música Exploratória do Barreiro. E o que se anuncia faz jus aos pergaminhos do festival que se afirmou ao longo da última década e meia (esta será a 16.ª edição) como palco privilegiado para descobrir os mundos musicais que se desenvolvem nas margens do mediatismo, tanto aqueles que surgem agora a traçar novos rumos como os que surgiram no passado como faróis iluminadores de nova criatividade, seja no jazz, no rock, na electrónica, no hip-hop, na música improvisada, na contemporânea ou em música para a qual não se inventou ainda designação.

Anunciados previamente nomes como James Ferraro, Peter Evans, Nadah El Shazly, os Dälek e Ilpo Väisänen, co-fundador dos Pan Sonic, entre outros, anote-se então que, entre 3 e 5 de Outubro, passarão pelo Barreiro a intensidade corrosiva, tanto do trio britânico Alpha Maid (no ponto de encontro entre o pós-punk mais abrasivo e a electrónica noise) como dos brasileiros DEAF KIDS (trio paulista que reúne peso stoner, atitude punk, fúria metal e xamanismos ancestrais para uma viagem ao coração negro do psicadelismo). Festival de fronteiras vastas, acolherá também os ritmos torrenciais de Mezo & Dukemos, representantes desse estilo alucinado chegado da Tanzânia, o singeli, que vem fazendo o seu caminho até nós através da editora ugandesa Nyege Nyege Tapes, e essa banda que é mais que uma banda chamada CALHAU! (Marta Ângela e João Alves são música e artes plásticas, performance e poesia abstracta, entre muitas outras coisas). Atenção centrada igualmente nos Chão Maior, sexteto nascido recentemente cuja formação aguça a curiosidade: sob a liderança do trompetista Yaw Tembé, reúne Norberto Lobo, o baterista Ricardo Martins, a vocalista Leonor Arnaut, o trompetista João Almeida e o trombonista Yuri Antunes.

A todos aqueles junta-se um momento especial: o trabalho que o baterista Gabriel Ferrandini, cada vez mais activo, mais colaborativo e autoral em simultâneo, prepara com as cordas da Camerata Musical do Barreiro e com Miguel Abras, músico da Cafetra, integrante dos Putas Bêbadas ou da mais recente formação de CAVEIRA. Depois da edição recente do álbum estreia a solo, Volúpias, Ferrandini encontrou inspiração numa figura de culto, o pugilista das Bahamas Kimbo Slice, e num dos clássicos maiores de Sinatra, o álbum Only the Lonely – Kimbo Slice será o título da peça a apresentar.

Entre os nomes anunciados encontram-se ainda Violeta Azevedo, flautista de excepção cujo sopro ouvimos junto a Jasmim e Savage Ohms e que dá agora os primeiros e ansiados passos a solo, os Bezbog, duo portuense onde jazz e exploração electrónica se conjugam sob o signo do free, e DJ sets da suíço-congolesa Bonaventure e do barreirense Viegas, integrante do colectivo mina.

Organizado pelas associações culturais Out.Ra e Filho Único com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro, o Out.Fest 2019 programa cerca de três dezenas de concertos em vários espaços da cidade. O passe geral custa 25€.