Vendas do PÚBLICO sobem e assinantes digitais aproximam-se dos compradores em banca

No segmento dos jornais generalistas, as vendas caíram 9% este ano. Mas a imprensa continua a vender muito mais em papel do que na Internet.

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O PÚBLICO a ser impresso na gráfica Nelson Garrido

O PÚBLICO viu as vendas da edição impressa e as assinaturas digitais subirem este ano, tendo chegado a Abril com o número de assinantes online a aproximar-se do número de compradores em banca – uma situação única entre os jornais generalistas.

Nos primeiros quatro meses do ano, o PÚBLICO vendeu nas bancas uma média de 13.639 exemplares por edição, segundo os números recém-divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem (APCT). O valor representa uma subida de 9% em relação aos mesmos meses do ano passado.

Nas plataformas digitais, o PÚBLICO registou 12.728 assinantes, um aumento de 11%. Em Abril, o jornal passou a disponibilizar alguns conteúdos online apenas a leitores com assinatura.

O aumento de vendas da edição impressa do PÚBLICO surge em contraciclo com a queda que vem sendo registada há anos no sector da imprensa. No total do segmento dos jornais generalistas, as vendas em banca caíram 9% este ano.

O Correio da Manhã teve uma quebra de 10%, passando a vender, em média, 72.663 exemplares por edição. O Jornal de Notícias desceu também 10%, para os 31.649 exemplares (o jornal i, tal como o Sol, do mesmo grupo, não é auditado pela APCT).

Entre os semanários, o Expresso caiu 7%, para os 52.948 exemplares. O Diário de Notícias (que completou este mês um ano de periodicidade semanal) desceu 36%, para 3981 exemplares por edição.

As vendas em banca são vistas pelo sector como um dos principais indicadores do interesse da audiência por um título impresso. A esta métrica somam-se ainda as assinaturas e as chamadas vendas em bloco, que são feitas a empresas e outras organizações, frequentemente com descontos.

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Aumentar

No total, as vendas dos jornais generalistas afundaram-se 49% na última década.

Nas assinaturas digitais, um modelo de negócio em que cada vez mais títulos têm vindo a apostar, o Expresso lidera, com 22.448 assinaturas, o que se traduz num aumento de 15%. O Jornal de Notícias tinha 4799 assinantes (menos 25%), o Diário de Notícias registava 1250 (menos 68%) e o Correio da Manhã tinha 1461 (mais 19%).

A distância entre o número de assinantes online e as vendas das edições impressas reflecte as dificuldades em cobrar por jornalismo na Internet.

Em Portugal, 7% dos utilizadores afirmam pagar por notícias online (o que inclui pagamentos a sites estrangeiros), segundo dados recentes do Digital News Report, um relatório internacional sobre o sector. O número desce para 5% quando contabilizados apenas os que têm assinaturas e coloca Portugal em quarto a contar do fim na tabela de 38 países analisados no relatório.

O estudo aponta ainda que a maioria prefere pagar por entretenimento na Internet. Os autores lançam a hipótese de o número de pessoas que fazem assinaturas online de órgãos de comunicação poder estar a aproximar-se do limite em muitos mercados.

Já nas audiências online – que contabilizam o número de utilizadores em sites e aplicações – o líder é a TVI, com um alcance em torno dos 2,66 milhões de utilizadores, de acordo com dados de Maio da Marktest, uma analista de mercado.

Seguem-se o Jornal de Notícias (2,49 milhões), o Correio da Manhã (2,41 milhões) e o PÚBLICO (2,35 milhões). A audiência digital do PÚBLICO tem estado a crescer nos últimos meses e, em Maio, o jornal registava um aumento de 37% das visitas online por comparação com o mesmo mês de 2018.

Em quinto lugar, o Notícias ao Minuto (com 2,1 milhões de utilizadores) é o mais bem classificado entre os órgãos unicamente digitais. O Observador – que arrancou nesta quinta-feira com uma rádio – não faz parte das tabelas da Marktest.