Exame de História A muito focado em Portugal: alunos esperavam maior destaque na globalização

Esta sexta-feira foi a vez dos alunos de História A, B e de Cultura e de Artes irem a exame nacional. Em entrevista ao PÚBLICO, alguns jovens de História A referiram que o exame dava primazia aos assuntos nacionais em detrimento do fenómeno de globalização, que esperavam ver contemplado na prova.

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Daniel Rocha

No dia em que se realizou o exame de História A, o PÚBLICO foi à Escola Secundária da Ramada, em Lisboa, para questionar os alunos sobre o exame.

1. Como correu o exame?

2. Correspondeu à matéria leccionada nas aulas?

3. O que gostavas que tivesse saído e não saiu?

4. Qual foi a pergunta ou tópico que correu pior?

Catarina Oliveira, 18 anos, Línguas e Humanidades

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1. Vou ser sincera, não faço a mínima ideia. Mas tentei responder a tudo o que conseguia.

2. Como não tive História este ano, não faço ideia. Fiz o exame como externa.

3. Não. Saiu o básico, que costuma sair todos os anos nos exames.

4. Talvez o tema de desenvolvimento. Tinha a ver com a falência da primeira República.

João Ribeiro, 19 anos, Línguas e Humanidades

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1. Bem, acho eu.

2. Sim.

3. Não, não tive preferências.

4. Acho que houve lá uma ou duas que podiam ter corrido melhor, mas de resto, correu tudo bem.

Maura Glória, 19 anos, Línguas e Humanidades

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1. Achei que correu bem. Era fácil, mas tinha perguntas muito extensas. Tínhamos que escrever muito nas respostas.

2. Sim, não teve nada que não tenha estudado ou que não tenhamos aprendido nas aulas.

3. Não, acho que ficou bem assim.

4. O último grupo. Não foi porque não soubesse a matéria, foi por causa do tempo. Como gastei muito tempo nas outras perguntas, acabei por deixar o último grupo feito um bocadinho à pressa.

Miguel Carvalho, 18 anos, Línguas e Humanidades

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1. Correu bem, acho que na generalidade é um exame acessível. Se bem que acho que colocou muito enfoque na questão de Portugal e podia, de certa forma, ter alargado mais os horizontes. Por exemplo, falar mais da Europa, do fenómeno da globalização… Mas sim, acho que correu bem.

2. Sim. Julgo que sim. A própria professora teve sempre algum cuidado de nos preparar ao longo do ano segundo o modelo de exames, na estruturação de perguntas. Por isso, acho que nesse sentido, não foi muito distinto.

3. Sim. Gostava que saísse a temática da Segunda Guerra Mundial, a globalização… O próprio tema, que era a pergunta de maior desenvolvimento, foi sobre a primeira República, portanto, não havia muito a desenvolver aí. Até o próprio interesse dos alunos não era tanto como se saísse, por exemplo, o Estado Novo.

4. Não, na generalidade estudei tudo.

Marta Carvalho, 17 anos, Línguas e Humanidades

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1. Correu bem.

2. Sim, sim.

3. Sim. Eu foquei-me mais na parte da China, na parte da América Latina… e saiu muito, muito Portugal. Como estamos num mundo em que a globalização é cada vez mais crescente, estávamos à espera que saísse alguma coisa relacionada com isso, porque é o que ouvimos sempre nas notícias. Mas não, focou-se mais no passado, anos 60 e assim.

4. Sim. [A pergunta que pedia] dois aspectos da política colonial portuguesa no período marcelista. O período marcelista é um pouco complicado… Primeiro, quando Marcelo subiu ao poder, disse que ia defender uma coisa mas acabou por defender outra. Foi uma complicação, mas acho que resolvi bem.

Pedro Antunes, 17 anos, Línguas e Humanidades

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1. Achei que o exame foi relativamente acessível. Não gostei da cotação das perguntas. O tema de desenvolvimento valer apenas 6 valores, que não é muito diferente de certas questões mais simples… Achei que podia estar mais bem distribuído. Mas no geral, achei que não foi um mau exame.

2. Sim, certamente.

3. A União Soviética, possivelmente. Ou a China.

4. A parte marcelista.

Carolina Alves, 17 anos, Línguas e Humanidades

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1. Correu bem. Saiu tudo o que nós tínhamos estudado.

2. Sim.

3. Não, não. Acho que estava bom.

4. Foi mais as escolhas múltiplas. Estava muito indecisa. Acho que costumam ser mais fáceis e estavam muito difíceis.