Aliança acusa Governo de “eleitoralismo” e “medidas desgovernadas”

Partido de Santana Lopes “estranha o silêncio” do Presidente da República e também acusa o CDS de lhe copiar ideias.

Partido de Santana critica Governo e, também, o CDS
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Partido de Santana critica o Governo, o Presidente e o CDS MIGUEL MANSO

A Aliança acusa o executivo de “actuação eleitoralista”, defendendo que, “num ano marcado por diversos actos eleitorais, o Governo tem demonstrado colocar os interesses do PS à frente dos interesses nacionais, gerindo o país com o único propósito de maximizar os resultados eleitorais em Outubro”.

Numa nota enviada neste domingo às redacções, o partido de Santana Lopes critica o que considera serem “as medidas desgovernadas” do executivo, da gratuidade dos manuais escolares à redução das propinas e dos passes sociais, passando pela isenção das taxas moderadoras nos centros de saúde (“com a inusitada colaboração do PSD”), acabando na “medida de dar um dia de trabalho aos funcionários públicos para acompanhar os filhos no primeiro dia de escola e com a promessa do primeiro-ministro de ‘um aumento salarial significativo para os técnicos superiores do Estado’”.

No comunicado, lê-se que se está perante uma governação “que não tem em consideração a situação económica do país e as consequências associadas a um desbaratar dos parcos recursos públicos”. Para a Aliança, “a escassos meses das eleições legislativas, o Governo tem insistido numa via errática, marcada pela concessão de inúmeros benefícios, sem apresentar os custos associados a cada medida e sem precaver o impacto” das mesmas.

A Aliança não só defende que “em política não vale tudo”, como estranha “o silêncio” do Presidente da República, “quando estas medidas adoptam um espírito eleitoralista, contrário à boa gestão pública, num momento de degradação dos serviços públicos”.

Noutra nota, o partido critica a “mimetização” de propostas políticas por “outras forças partidárias”, destacando em concreto a medida apresentada pelo CDS-PP que “remete para uma redução de impostos em detrimento de um aumento da função pública, num decalcar daquilo que a Aliança tem vindo a defender desde o seu congresso fundador”.