EUA e China encerram conversações sem acordo sobre taxas alfandegárias

No dia em que entrou am vigor a subida de 10% para 25% das taxas alfandegàrias pelos EUA sobre a importação de produtos chineses no valor de 200 mil milhões de dólares, Pequim e Washington não chegaram a acordo

Alexander Lukashenko
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O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, reuniu-se, em Washington, com o representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin LUSA/ERIK S. LESSER

Os Estados Unidos e a China terminaram hoje uma ronda de conversações comerciais descritas como “construtivas” pelo secretário do Tesouro norte-americano, mas sem chegarem a acordo sobre o aumento de tarifas a produtos chineses importados pelos EUA.

“Houve discussões construtivas de ambos os lados”, afirmou Steven Mnuchin no fim das conversações, que terminaram horas depois do início do aumento de tarifas a mais de 5.000 produtos chineses.

A partir de hoje, as tarifas aplicadas a esses produtos aumentaram de 10% para 25%, uma taxa que agora afeta quase metade das importações vindas da China.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje na rede social Twitter que o aumento das tarifas vai fortalecer os Estados Unidos.

A China lamentou profundamente a decisão dos Estados Unidos e já anunciou que vai ter que tomar “as medidas necessárias” para responder, sem esclarecer quais serão, mas manifestou vontade de continuar a negociar com Washington.

Um dia depois da Europa ter sofrido fortes quedas, e após quatro dias de perdas em Wall Street, a sessão de bolsa norte-americana encerrou contudo em terreno positivo, no dia em que a Uber se estreou: o índice industrial Dow Jones ganhou 0,44%, o S&P 500 subiu 0,37% e o tecnológico Nasdaq ficou praticamente inalterado, com uma valorização de 0,08% face à sessão de ontem.