Um mais um igual a cinco: dos Dias da Dança aos dias do FITEI

O Brasil não esgota a quarta edição do Festival DDD, que este ano se associa ao FITEI para amplificar o alcance internacional da produção portuguesa nas áreas do teatro e da dança. E para dar ao Grande Porto cinco semanas consecutivas de agitação.

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Autodance, criação da coreógrafa israelita Sharon Eyal para a companhia de dança da Ópera de Gotemburgo DR
,Teatro Rivoli
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Behalf, encontro entre os bailarinos asiáticos Pichet Klunchun e Wu-Kang Chen ETANG CHEN
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Fúria é a nova peça da brasileira Lia Rodrigues SAMMI LANDWEER
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Une Maison: o francês Christian Rizzo de volta ao Rivoli MARC DOMAGE
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Vera Mantero em As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros DR

Do primeiro ao antepenúltimo espectáculo, o Brasil, com toda a potência explosiva que a bolsonarização em curso impõe a uma criação artística que há já alguns anos se vem politizando com unhas e dentes, está por todo lado na quarta edição do Festival DDD – Dias da Dança, tal como estará depois por todo o lado na 42.ª edição do FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica. Foi também por isso (mas não apenas por isso) que, levando uma relação de boa vizinhança ao patamar mais sério da coabitação e da partilha de recursos e de atenção mediática, os dois festivais resolveram juntar-se este ano para testar se o Grande Porto (o Porto alargado a Gaia e a Matosinhos) tem arcaboiço para cinco semanas consecutivas de programação intensiva nas áreas da dança, do teatro e de todas as variáveis intermédias possíveis. Serão duas semanas de DDD, duas semanas de FITEI e uma semana intermédia de transição entre um festival e o outro, a Semana +, compacto de produção nacional à atenção de programadores e directores artísticos vindos do estrangeiro.