Primeiro-ministro promete resposta a pedidos de pensões em 90 dias

Confrontado pelo PCP com os atrasos, António Costa disse que no próximo semestre o tempo para atribuição de pensões será de três meses.

António Costa esteve no Parlameto para mais um debate quinzenal, onde o Novo Banco foi o principal tema
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António Costa esteve no Parlameto para mais um debate quinzenal, onde o Novo Banco foi o principal tema LUSA/MIGUEL A. LOPES

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu nesta quinta-feira que o tempo para a atribuição das pensões será reduzido para 90 dias na segunda metade do ano. A promessa foi feita durante o debate quinzenal na Assembleia da República, depois de o governante ter sido questionado pelo líder comunista, Jerónimo de Sousa, sobre as medidas que estão ser tomadas para responder aos processos que estão pendentes no Centro Nacional de Pensões há “10, 11 e 12 meses".

“No final do primeiro semestre poderemos recuperar o período de resposta dos pedidos de reforma para 90 dias", respondeu o primeiro-ministro, reconhecendo que se trata de um “número arriscado”.

No final de Janeiro, o ministro do Trabalho já tinha prometido reduzir as pendências. "O nosso compromisso é durante o primeiro semestre reduzir substancialmente as pendências para valores normais de tempo de espera", assegurou Vieira da Silva também no Parlamento.

Há algumas semanas, o presidente do Instituto de Segurança Social reconheceu que havia 57 mil pedidos de pensões pendentes e que o prazo médio de resposta era de sete meses.

Porém, como o PÚBLICO noticiou, as queixas à Provedoria de Justiça dão conta de uma demora de nove a dez meses e, em alguns casos, as pessoas chegam a esperar mais de um ano até terem luz verde dos serviços e começarem a receber a sua pensão. A situação é mais grave quando estão em causa trabalhadores que fizeram parte da sua carreira contributiva no estrangeiro.

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