Lady Gaga não quer voltar a trabalhar com R. Kelly

A cantora prometeu remover das plataformas de streaming o dueto gravado com o artista.

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Lady Gaga pronunciou-se sobre as acusações de abuso sexual a que o cantor R. Kelly está sujeito DR

Lady Gaga prometeu não voltar a trabalhar com R. Kelly, cantor e produtor de R&B. Esta quarta-feira, a cantora reagiu, num longo post no Instagram, a um documentário televisivo onde várias mulheres acusaram Kelly de assédio sexual, em alguns casos a menores. 

Kelly, de 52 anos, que ficou conhecido pelo êxito I Believe I Can Fly, tem vindo a negar as acusações de abuso, incluindo as registadas no novo documentário televisivo.

PÚBLICO -
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Lady Gaga pediu desculpa às mulheres molestadas por R. Kelly por não ter tomado uma atitude mais cedo e prometeu não voltar a trabalhar com o cantor.

Em 2008, o cantor de R&B, vencedor de um Grammy, foi julgado e absolvido pelo crime de pornografia infantil.

Contactado pela Reuters, o advogado de Kelly não fez qualquer declaração sobre o documentário de seis horas, Surviving R. Kelly, que o canal Lifetime lançou na semana passada. 

A peça junta entrevistas a várias mulheres que dizem ter sido alvo de abusos sexuais, mentais e físicos por parte de Kelly, bem como os testemunhos dos antigos agentes e produtores do cantor.

No seu texto, Lady Gaga disse acreditar no testemunho das mulheres e classificou os acontecimentos como "absolutamente horríveis". "Eu apoio essas mulheres a 1000%, acredito nelas, e sei que elas estão a sofrer; sinto que as suas vozes devem ser ouvidas e levadas a sério”, escreveu Gaga no seu Instagram.

Em 2013, a cantora norte-americana lançou um dueto com R. Kelly intitulado Do What You Want (With My Body). “Pretendo remover a canção do iTunes e de outros serviços de streaming e não voltar a trabalhar com ele”, escreveu ainda. “Desculpem pelo mau julgamento que fiz quando era mais nova e por não falar mais cedo.”

Na terça-feira, um procurador de Chicago pediu a que tenha pistas sobre o caso que as divulguem para poderem ser investigadas. “Não há nada que possa ser feito para investigar as alegações sem a cooperação das vítimas e das testemunhas. Não podemos procurar a justiça sem vocês”, disse Kim Foxx, procurador da Comarca de Cook, em conferência de imprensa.

Há mais de um ano, que a indústria do entretenimento americana é bombardeada por queixas de abuso sexual contra realizadores, actores e produtores, sendo que muitos deles perderam o emprego ou foram obrigados a abandonar os seus cargos.