Precários do Estado começaram a ser integrados

Organismos da Segurança Social e da Justiça já começaram a integrar precários, mas ainda há um longo caminho a percorrer até ao final do ano.

Vieira da Silva, ministro do Trabalho, é o responsável pelo programa de regularização de precários
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Vieira da Silva, ministro do Trabalho, é o responsável pelo programa de regularização de precários LUSA/MIGUEL A. LOPES

Alguns trabalhadores precários de organismos do Estado já começaram a ser integrados no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP), mas o número ainda é muito reduzido face aos mais de 12 mil processos que já tiveram luz verde das comissões de avaliação.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) na área da formação profissional e da Segurança Social vários técnicos superiores, alguns mediadores, técnicos de acção social já têm um contrato permanente. Só no Instituto do Emprego e Formação Profissional, o sindicato estima que, até ao final de Setembro, 210 trabalhadores verão a sua situação laboral regularizada.

Um levantamento feito pelo Jornal de Negócios dos avisos publicados em Diário da República dá conta da conclusão dos concursos lançados pela Cinemateca Portuguesa, pela Direcção-Geral do Consumidor, pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça ou pela secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros.

O número de precários admitidos é ainda diminuto face ao universo total e ainda há um longo caminho a percorrer para que o programa esteja fechado no final de 2018. No balanço que apresentou no início de Julho, o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, adiantou que, dos 31.957 pedidos de trabalhadores, tinham sido avaliados 22.321 e 12.522 tiveram luz verde. Na altura tinham sido lançados 329 concursos para 2.267 vagas, mas os dados mais recentes publicados no site do PREVPAP dão conta de quase 450 concursos para mais de 2500 lugares.