S&P mantém rating de Portugal

Portugal mantém a nota mínima do escalão de investimento. A agência prevê a continuação do "crescimento económico sólido e da consolidação orçamental nos próximos dois anos".

A S&P avisa que a nota ainda pode ser revista em baixa
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A S&P mantém uma perspectiva estável sobre a avaliação das contas REUTERS/Brendan McDermid

A agência de notação financeira Standard & Poor's (S&P) manteve a nota de Portugal em BBB-, a nota mínima do escalão de investimento, com perspectiva estável.

Em comunicado, a S&P prevê que a recuperação económica de Portugal "beneficie as finanças públicas e permita o declínio da dívida pública, expressa em percentagem do Produto Interno Bruto, até 2021". A agência justificou a perspectiva com a ponderação da continuação do "crescimento económico sólido e da consolidação orçamental nos próximos dois anos" com as "vulnerabilidades da elevada, se bem que em queda, dívida externa privada e pública".

O rating pode ser melhorado, antecipa a agência, se Portugal apresentar progressos na redução das dívidas externa e pública, acima do que a S&P espera. A mesma decisão pode ser tomada para "reflectir potenciais melhorias na estabilidade financeira".

Pelo contrário, avisa a agência, a nota pode ser revista em baixa, o que significaria o regresso a um escalão de investimento especulativo, pejorativamente designado "lixo". Esta degradação da nota resultaria, especificou a S&P, de "um acentuado enfraquecimento do crescimento económico provocado por importante desvios de política ou uma falta de progresso na realização de reformas estruturais promotoras do crescimento".

"A S&P poderia também reduzir a nota se a situação orçamental se deteriorasse consideravelmente, ao contrário das expectativas [da agência] ou se se visse uma reversão no ajustamento externo em curso", adianta. A S&P alicerçou a manutenção da nota em nível de investimento na previsão de continuação de perspectivas de crescimento económico, da redução do défice orçamental, das melhorias no perfil da dívida pública e da política acomodatícia do Banco Central Europeu.

As melhorias estão porém condicionadas, relativiza a S&P, pela elevada dívida pública e privada e também pela relativamente elevada dimensão do crédito malparado no sector bancário.