Chineses da HNA já detêm 5% da TAP

Reforço ocorreu este mês, através da aquisição de uma fatia do capital de Humberto Pedrosa na Atlantic Gateway

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TAP vai ter nova liderança a partir do final do mês Daniel Rocha

O grupo chinês HNA reforçou este mês a sua posição na Atlantic Gateway, o consórcio privado que detém 45% do capital da TAP. De acordo com os registos oficiais da empresa, a HNA, através da Hainan Airlines, é agora dona de 11,5% da Atlantic Gateway, o que lhe dá uma posição indirecta de 5,2% da TAP.

A entrada do grupo chinês no consórcio que ganhou a privatização da transportadora aérea portuguesa ocorreu em Julho do ano passado, quando ficou com 5,6% do capital e se colocou ao lado de Humberto Pedrosa e de David Neeleman. Na altura, foi Neelman que reduziu a sua posição, passando de 49% para 43,4%, permanecendo 51% nas mãos de Pedrosa.

Desta feita, e conforme noticiou o Jornal de Negócios na edição desta sexta-feira, foi Pedrosa a diluir a posição, deixando de deter a maioria do capital ao passar uma fatia do consórcio para a HNA. Neste momento, o grupo chinês detém 11,5% da Atlantic, cabendo 46,5% ao empresário português e 42% a Neeleman.

A operação ocorre na mesma altura em que se prepara a substituição de Fernando Pinto por Antonoaldo Neves à frente da TAP, e que vai ser oficializada em assembleia geral extraordinária a 31 de Janeiro.

O novo presidente executivo, que estava já na TAP como administrador desde Julho, esteve à frente dos destinos da Azul, transportadora aérea brasileira criada por David Neeleman e da qual a HNA também é accionista.

A Azul detém também 90 milhões de euros em obrigações da TAP que podem ser convertidas em acções (operação para a qual contou com um empréstimo da HNA).

Com a passagem de Antonoaldo Neves para a liderança da TAP, abre-se uma vaga na comissão executiva, que deverá ser preenchida por Raffael Guaritá Quintas, director financeiro na Azul. Já na presidência do conselho de administração permanecerá Miguel Frasquilho, nomeado pelo Estado (dono de 50% da TAP, cabendo os outros 5% aos trabalhadores).