La Caixa disponibiliza três milhões para apoiar vítimas

O donativo destina-se sobretudo à reconstrução de casas destruídas pelos fogos deste domingo.

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Os incêndios de domingo resultaram na morte de 43 pessoas e destruíram várias habitações LUSA/NUNO ANDRÉ FERREIRA

A fundação bancária La Caixa anunciou nesta quinta-feira que destinará três milhões de euros para o apoio às vítimas dos incêndios florestais, que serão sobretudo utilizados na recuperação de habitações destruídas. Destes três milhões, dois serão aplicados nas regiões atingidas pelos incêndios dos últimos dias e o restante milhão destina-se aos afectados pelos incêndios de Pedrógão Grande (que deflagraram a 17 de Junho e resultaram na morte de 64 pessoas).

Os “dois milhões de euros adicionais” para os mais recentes incêndios serão distribuídos “através de acordos a estabelecer com as autoridades portuguesas”. Os incêndios florestais que deflagraram no domingo em várias zonas do país provocaram 43 mortos, mais de 70 feridos e várias famílias desalojadas. O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, disse na quarta-feira que os prejuízos destes incêndios devem superar os registados os de Pedrógão, atendendo à violência do incêndio e aos mais de 30 municípios afectados.

No âmbito do acordo com o BPI, esta verba “destinar-se-á fundamentalmente à recuperação de habitações afectadas pelo fogo”, lê-se num comunicado enviado às redacções. A verba reservada às vítimas de Pedrógão será aplicada “através de um protocolo com o fundo Revita” – um fundo gerido pelo Governo que aglomera donativos dos cidadãos e outras entidades e permitiu que a reconstrução de 189 casas de primeira habitação na região de Pedrógão fosse posta “em andamento”. O protocolo da fundação bancária com o Revita será assinado a 2 de Novembro.

No início da semana, a Cáritas Portuguesa também disponibilizou 150 mil euros para as “necessidades mais urgentes” das pessoas e famílias afectadas. A organização anunciou que disponibilizou a verba “dos seus próprios meios financeiros” que fica, “desde já, à disposição das Cáritas diocesanas”.

Já nesta quinta-feira, a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) disse que era importante obter “rapidamente” um levantamento dos prejuízos causados pelos incêndios e saber qual o “planeamento” que está a ser feito pelo Governo para que o sector possa intervir. "Na zona de Pedrógão Grande falávamos em 200 habitações, aqui (casas e estruturas afectadas pelos incêndios do fim-de-semana) tenho conhecimento que são muitas”, referiu o presidente da CPCI, Manuel Reis Campos, em declarações à Lusa.