“Vamos fazer história em Lisboa”, afirma Assunção Cristas

Num palco montado à frente da câmara que quer conquistar, a líder centrista afirmou ser “a única alternativa a Fernando Medina” e afirmou-se convicta de que o CDS vai “voltar a ser um grande partido autárquico”.

Foto
Cristas acredita que fará história em Lisboa LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

Embalada pela última sondagem e pelos Queen - Don’t stop me now -, Assunção Cristas subiu ao palco do comício da Praça do Município a dançar: “Que sonho maravilhoso estarmos aqui, com a Câmara de Lisboa por trás, aquela que esperamos conquistar”.

Apesar de afirmar que não liga a sondagens, a líder centrista e candidata a Lisboa afirmou-se como “a única alternativa a Fernando Medina” e disse que tem os ingredientes necessários para dirigir a capital:  “Eu estou preparada para ser presidente da Câmara de Lisboa, preparei-me com todos vocês, ouvindo as pessoas, olhando-as nos olhos, estudando os dossiers. Nós temos o melhor programa, a melhor equipa e há outra coisa que mais nenhuma candidatura tem: a imensa vontade de governar Lisboa, é um brilho no olhar que nenhum dos outros candidatos tem”.

“É hora de deixar entrar uma lufada de ar fresco por estas portas dentro, porque 10 anos de poder ininterrupto não fazem bem a nenhuma instituição”, afirmou, antes de elencar as primeiras 11 medidas que quer tomar. Da acção social à mobilidade, da limpeza urbana à cidade do mar, desfiou as medidas mais emblemáticas do seu programa, reservando uma surpresa para o fim: quer propor a nomeação de Carmona Rodrigues como provedor do munícipe.

“Eu sei o que quero e vou fazer. Podem confiar em mim, eu prometo devolver em dobro todas as vossas expectativas”, garantiu.

Na noite de todas as ambições, Assunção Cristas afirmou estar convicta de que o CDS vai crescer em número de autarquias e que ela própria, “até ao último minuto”, continuará a dizer: “Estou aqui para ser presidente da Câmara de Lisboa. Vamos fazer história”.

Antes, Carmona Rodrigues, o antigo autarca que, como independente, deu ao PSD o melhor resultado de sempre em Lisboa em 2005 e agora é o mandatário da candidatura CDS/PPM/MPT, abriu o comício afirmando que, passado um ano, “aceitaria o convite ainda com maior honra e maior alegria”. Mas o optimismo, depois das últimas sondagens, imperou: “Vamos ter uma presidente de que todos nos vamos orgulhar, vamos ter a herança de Nuno Abecasis”.

Assunção Cristas arriscou fazer o único comício da sua campanha mesmo em frente à Câmara Municipal de Lisboa, mas não arriscou demasiado: o espaço reservado para os seus apoiantes foi apenas meia Praça do Município e mesmo assim com cadeiras, para o encher melhor.

O penúltimo dia da campanha coincidiu com o aniversário de Cristas, que escolheu terminar a campanha no terreno onde tinha começado há um ano: no Bairro social da Cruz Vermelha, em Lisboa. “Por ter estado aqui, por ter entrado na casa das pessoas, por ter conversado com mães com filhos em situações desesperadas, de casas sobrelotadas e sem condições para se viver, que eu assumi que a situação nos bairros e a acção social não pode deixar de ser a questão prioritária para um executivo camarário”, afirmou a líder centrista no final da visita.

A Associação de Moradores local, dirigida pelo também candidato da lista centrista Fernando Baião, tinha preparado uma surpresa. Foi ali, entre queixas pela degradação do bairro e gente sem casa, que Cristas soprou as 43 velas do seu “primeiro bolo” do dia. E terminou a visita a falar da actualidade nacional.