EUA com solução militar "pronta e carregada" contra a Coreia do Norte

Presidente norte-americano reforçou a ameaça ao regime de Kim Jong-un e garante que os EUA estão prontos a actuar militarmente.

Reuters/JONATHAN ERNST
Foto
Reuters/JONATHAN ERNST

O Presidente norte-americano, Donald Trump, reforçou nesta sexta-feira o alerta enviado à Coreia do Norte. Numa mensagem via Twitter, Donald Trump escreveu que "as soluções militares estão posicionadas, prontas e carregadas", caso a Coreia do Norte ataque, aconselhando por isso o regime de Pyongyang a agir com precaução.

O tweet de Trump surge horas depois de a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA ter emitido um comunicado em que responsabiliza o Presidente norte-americano pela escalada de tensões entre os dois países.

“Trump está a levar a situação na península coreana à beira de uma guerra nuclear”, escreveu a agência norte-coreana, citada pela Reuters.

Robert Carnell, economista do grupo ING na região da Ásia, alerta que “enquanto o Presidente dos Estados Unidos insiste em manter uma guerra de palavras há uma hipótese cada vez mais reduzida de encontrar uma solução diplomática”.

A tensão entre os dois países agravou-se na última semana, com os dois líderes políticos a trocarem ameaças de uma intervenção militar.

Em resposta à Coreia do Norte, Trump disse estar preparado para reagir com “fogo e fúria como o mundo nunca viu”. A Coreia do Norte reagiu, dizendo que estava a “a examinar cuidadosamente” planos para um ataque com mísseis a Guam, um território do Pacífico sob jurisdição dos Estados Unidos.

Em Guam está uma base militar norte-americana, uma esquadra de submarinos e uma base aérea. Além disso, está situada entre os EUA e a Coreia do Norte e o mar do Sul da China. Especialistas de defesa estimam que os mísseis de médio e longo alcance Hwasong-12, lançados pela Coreia do Norte, possam atingir Guam “em 14 ou 15 minutos”.

Trump avisou que um ataque ilha de Guam teria como resposta algo "que ninguém viu antes na Coreia do Norte.

O clima de medo e de tensão está de tal forma acentuado que, na manhã desta sexta-feira, a Defesa civil de Guam publicou um conjunto de recomendações em caso de ataque com mísseis. 

Os pedidos de calma chegam também da China, o principal aliado económico da Coreia do Norte que pede “diálogo” entre as duas partes, por oposição aos “velhos hábitos” de “demonstração de força”.