Maria Luís Albuquerque: não há qualquer razão para ponderar intervenção no BCP

Ministra das Finanças diz que já foram tomadas medidas de correcção no BCP e que a situação é "mais confortável".

Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, vai confirmar a revogação da norma no rectificativo
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Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças Nuno Ferreira Santos

A avaliação feita pelo Banco Central Europeu à banca portuguesa mostra que o sector está agora mais forte do que no passado e, no caso do BCP, não existem motivos para pensar na necessidade de uma intervenção pública, defendeu esta segunda-feira Maria Luís Albuquerque.

A responder a questões dos jornalistas na conferência de imprensa de apresentação do relatório da OCDE sobre Portugal, a ministra das Finanças começou por dizer que "o sistema bancário está, apesar das dificuldades, muito mais forte hoje do que no passado". E em relação ao BCP, que chumbou no teste feito perante um cenário de crise económica severa, confia que as medidas necessárias para corrigir a situação "já foram em larga medida tomadas". "A situação é muito mais confortável", disse.

"Não estamos a falar do que o banco diz, estamos a falar do que o banco fez, acções concretas postas em prática, não são ideias para o futuro", reiterou a ministra, que conclui por isso que um cenário idêntico ao vivido no BES não se aplica ao BCP. "Não vejo qualquer razão para que se pondere uma intervenção pública no banco", afirmou Maria Luís Albuquerque, relembrando o aumento de capital feito pelo BCP este ano e a devolução de capital que foi feita ao Estado.

Sobre o mesmo tema, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, também defendeu que Portugal se saiu muito bem dos testes do BCE.