Acções da ES Saúde batem novo recorde

títulos fecharam a valorizar 0,41%, chegando aos 4,9 euros.

Isabel Vaz, presidente executiva do Espírito Santo Saúde, numa cerimónia na Bolsa de Lisboa, na semana passada
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Empresa gerida por Isabel Vaz já vale quase cinco euros por acção Miguel Manso

A Espírito Santo Saúde (ES Saúde) voltou esta quarta-feira a subir em bolsa, batendo um novo recorde.

As acções fecharam a valorizar 0,41%, chegando aos 4,9 euros. Este valor está 18 cêntimos acima da oferta feita pela Fidelidade, dos chineses da Fosun, que avançaram com uma OPA concorrente à da Ángeles da José de Mello Saúde na quarta-feira. A barreira dos quatro euros foi ultrapassada a 20 de Agosto, logo após a oferta  pública de aquisição dos mexicanos da Ángeles.

Olhando para a data de entrada em bolsa de 49% do capital da ES Saúde, as acções valem agora mais 56,5% face ao valor de fecho do primeiro dia de negociação, a 12 de Fevereiro. A subida das acções para os 4,9 euros aconteceu no mesmo dia em que o Diário Económico avançou que também a brasileira Amil, agora detida pelos norte-americanos da UnitedHealth, e que ficou com os hospitais da HPP (ex-CGD), fez uma investida alternativa.

De acordo com este jornal, que não citou fontes, a empresa terá passado ao lado do mercado de capitais, e, no meio de três OPA concorrentes, apostou numa oferta, não vinculativa, junto da Rioforte, que está em processo de gestão controlada no Luxemburgo. A Rioforte, que pertencia ao universo do Grupo Espírito Santo (GES) é dona de 55% da Espírito Santo Health Care Investments (ESHCI) que, por sua vez, detém 51% da ES Saúde. Assim, a Rioforte é a chave de acesso ao controlo da empresa gerida por Isabel Vaz. O resto do capital da ESHCI está nas mãos do Novo Banco (27,26%, dos quais 18,16% de forma directa e mais 9,1% através do BES Vida) e da Espírito Santo Financial Group (com 17,74%, e que está também em processo de gestão controlada no Luxemburgo).

O preço oferecido terá sido de 4,75 euros, ou seja, três cêntimos acima da oferta mais alta até agora, a da Fidelidade (onde o banco público ainda detém 20%). Este valor é, no entanto, inferior ao que terá de ser oferecido por um dos grupos que avançaram com uma OPA, já que qualquer nova oferta terá de chegar, no mínimo, aos 4,82 euros. Essa hipótese não está colocada de lado, podendo surgir tanto por parte da Ángeles como por parte da José de Mello Saúde (onde a Associação Nacional de Farmácias detém 30%).

Até agora, nem a Fidelidade nem a José de Mello Saúde têm as suas ofertas registadas oficialmente junto do regulador do mercado de capitais, a CMVM, tendo que tal acontecer até esta sexta-feira. A Fidelidade, que passou ao lado de uma autorização prévia da Autoridade de Concorrência, tem a vida facilitada.

Quanto à José de Mello Saúde, a empresa presidida por Salvador de Mello afirmou esta quarta-feira que mantém “todo o empenho na operação” e que estava a “interagir com as autoridades reguladoras no sentido de lhe dar sequência”.