Silva Peneda junta-se a Teodora Cardoso e defende que gastos com reformas não se podem manter

Presidente do Conselho Económico e Social diz que é difícil fazer contenção orçamental sem que a economia cresça.

CES, presidido por Silva Peneda, apresenta hoje parecer sobre as Grandes Opções do Plano
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CES, presidido por Silva Peneda, apresenta hoje parecer sobre as Grandes Opções do Plano Enric Vives Rubio

O presidente do Conselho Económico e Social (CES) defendeu, nesta quarta-feira, que o actual regime de pensões só faz sentido quando a economia cresce e cria emprego. No actual contexto de crise, os gastos do Estado com as reformas não se podem manter.

“É evidente que o regime de pensões só pode funcionar quando a economia cresce e quando cria muito emprego. O nosso problema neste momento nas questões sociais tem a ver fundamentalmente com o aumento do desemprego, porque é mais dinheiro que sai para os subsídios de desemprego e é menos dinheiro que entra, pois quando as pessoas estão empregadas descontam para a Segurança Social”, disse, em declarações à TSF.

E acrescentou: “É muito difícil fazer contenção orçamental sem que a economia cresça. Até agora, temos assistido a um esforço muito grande, mas essa contenção tem sido algo desequilibrada porque do lado do crescimento da economia não se actua com a mesma força.”

Ainda ontem, a economista e presidente do Conselho das Finanças Públicas, Teodora Cardoso, partilhou a mesma opinião de Silva Peneda. “Não é possível suportar um regime de pensões da forma como o criámos e, simultaneamente, o emprego, o rendimento e a produtividade em queda”, disse.

O CES analisa e vota nesta quarta-feira o parecer sobre as Grandes Opções do Plano. Na versão preliminar são apontadas críticas ao optimismo das previsões do Governo e risco de ruptura social.