Strauss-Kahn deu entrevista a três jornais internacionais

Director-geral do FMI diz que o principal problema é o financiamento dos bancos e a dívida privada

Yuri Gripas/ Reuters (arquivo)
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Yuri Gripas/ Reuters (arquivo)

O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, considera que em Portugal “o problema não é tanto de dívida pública como de financiamento dos bancos e dívida privada”.

Strauss-Kahn diz, numa entrevista conjunta publicada hoje nos diários El País, La Repubblica e The Washington Post, que aquela particularidade distingue os problemas de Portugal dos dos outros países em dificuldades, e que um eventual pedido de ajuda está nas mãos do Governo.

Questionado sobre se acredita que Portugal vai precisar de ajuda financeira externa, este responsável não exclui essa necessidade e considera, citado no El País, que “a situação está nas mãos do Governo português”.

Para Strauss-Kahn, que afirma também não acreditar quo o Governo espanhol necessite de qualquer tipo de ajuda financeira, “o cenário em Portugal não é tão fácil como o de Espanha” e uma eventual necessidade de ajuda “dependerá de como se desenvolver a situação do mercado”.

Numa entrevista que decorreu na sede do FMI, em Washington, e cuja data em que decorreu não foi divulgada, considera que o Governo português “tem de mostrar aos prestamistas que está a tomar as medidas adequadas”, e que “não há soluções de tamnaho único para todos” os países.

Antes, quando questionado sobre se Espanha precisa de ajuda, dissera já que, “por vezes, os países esperam demasiado e a situação piora cada vez mais e quando realmente já não podem é que recorrem” ao Fundo.