Serviços secretos ucranianos dizem que Putin sofre de cancro terminal

A especulação sobre o estado de saúde do Presidente russo aumentou nos últimos meses. Serviços secretos dinamarqueses dizem que não tem cancro, mas sofre de dores crónicas agudas.

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Vladimir Putin, Presidente da Rússia, fez 70 anos a 7 de Outubro Sergei Karpukhin/Reuters

O chefe dos serviços secretos militares da Ucrânia, Kirili Budanov, afirmou esta quarta-feira que o Presidente russo, Vladimir Putin, sofre de cancro e que “não lhe resta muito tempo de vida”.

“Está doente há muito tempo”, disse Budanov, respondendo a uma pergunta sobre o estado de saúde do chefe de Estado russo durante uma entrevista à emissora ABC, citado pela agência de notícias Ukrinform.

O estado de saúde de Putin é motivo de especulação há meses, depois de ser visto várias vezes em público com aparentes problemas de mobilidade, suspeitas que ressurgiram especialmente depois do encontro que manteve, em Fevereiro, no Kremlin com o Presidente francês, Emmanuel Macron.

Na verdade, o director da CIA, William Burns, afirmava em Julho não haver provas que sugiram que Putin está doente. “Pelo que posso dizer, está demasiado saudável”, afirmou Burns na altura, durante o Fórum de Segurança de Aspen, antes de acrescentar que as suas palavras “não implicam” os serviços secretos norte-americanos.

Esta semana os serviços secretos militares dinamarqueses já tinham vindo dizer que não acreditavam que Putin estivesse com uma doença terminal, embora referissem que o Presidente russo sofre de dores crónicas agudas devido a várias quedas e acidentes e que isso acabará por ter consequências sobre o tempo em que permanecerá no poder.

“É por isso que ele tende a sentar-se e a agarrar em coisas com força. Para aliviar a dor”, diz o último relatório dos serviços secretos dinamarqueses. “A nossa maior incerteza diz respeito à sua saúde ou a alguém o retirar por causa da sua saúde debilitada”, afirmava o relatório dos serviços secretos dinamarqueses.”

Entretanto, o Ministério da Defesa russo veio esta quarta-feira acusar os seus soldados de terem culpa no ataque ucraniano contra um centro militar temporário em Makiivka, onde terão morrido 89 militares (400 de acordo com os ucranianos), por causa do uso de telemóveis.

“Este factor permitiu ao inimigo interceptar e localizar as coordenadas do pessoal militar para um ataque com mísseis”, disse o ministério, citado pela BBC.

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