O curioso caso da troca familiar de uma criatura coberta de espinhos e sem ânus

Afinal, o lugar do extinto Saccorhytus coronarius na árvore da vida não estava certo. Ao contrário do que se supunha, esta criatura com menos de um milímetro não pertence ao grupo do qual os nossos antepassados mais remotos emergiram. Faz parte do mesmo clado dos artrópodes.

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Representação artística do Saccorhytus coronarius Philip Donoghue et al.
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O fóssil Saccorhytus coronarius tem mais de 500 milhões de anos Philip Donoghue et al.
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Tinha menos de um milímetro de diâmetro Philip Donoghue et al.
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Estava coberto de espinhos Philip Donoghue et al.

A história familiar do Saccorhytus coronarius é um autêntico caso de detectives. Há uns anos, quando procuraram saber o lugar desta criatura com mais de 500 milhões de anos na árvore da vida, investigadores sugeriram que se encaixava no grupo dos deuterostómios. Mas não tinham ficado convencidos. Desconfiados, outros cientistas continuaram a obter mais pistas sobre este ser vivo coberto de espinhos e sem ânus, bem como a usar novos métodos para o analisar tendo sempre em mente que tinha menos de um milímetro. Os desenvolvimentos deste caso são relatados na edição desta semana da revista científica Nature: novos indícios à volta da sua boca levam a crer que, afinal, pertencia ao grupo Ecdysozoa. Motivos para dizer que, por enquanto, este curioso caso sobre uma troca familiar foi resolvido.

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