Portway enfrenta greve em quatro aeroportos no último fim-de-semana de Agosto

Paralisação, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil, está marcada para 26, 27 e 28 de Agosto, podendo afectar o tratamento de bagagens nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

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Paulo Pimenta

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) avançou hoje com um pré-aviso de greve, que abrange os trabalhadores da Portway dos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, para 26, 27 e 28 de Agosto.

“Em causa está a política de RH [recursos humanos] assumida ao longo dos últimos anos pela Portway, empresa detida pelo Grupo Vinci [companhia francesa que em 2013 ficou com a ANA - Aeroportos de Portugal], de confronto e desvalorização dos trabalhadores por via de consecutivos incumprimentos do Acordo de Empresa, confrontação disciplinar, ausência de actualizações salariais, deturpação das avaliações de desempenho que evitam as progressões salariais e má-fé nas negociações”, indicou o sindicato, em comunicado.

O pré-aviso prevê a paralisação geral dos trabalhadores da empresa de assistência em terra, nos quatro aeroportos com mais movimentação de passageiros em Portugal, com início às 00:00 do dia 26 (sexta-feira) e fim às 24:00 de 28 de Agosto (domingo).

Este é o segundo período de greve previsto nos aeroportos nacionais este mês, depois do SINTAC e Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial (SQAC) terem marcado, para os três dias do fim-de-semana de 19 e 21 de Agosto, uma “greve que abrangerá todos os trabalhadores de todos os aeroportos da ANA, concessionados pelo grupo Vinci Aeroportos”, no total de 10 infra-estruturas aeroportuárias em no continente e ilhas, segundo comunicado então divulgado.

Para justificar a paralisação hoje anunciada, o SINTAC acusa ainda a Portway de promover um “clima de terror psicológico, onde proliferam ameaças e instauração de processos disciplinares, criando uma instabilidade social sem impar na história da empresa”.

Os trabalhadores reivindicam assim o cumprimento do Acordo de Empresa de 2016 e uma avaliação de desempenho que não sirva para evitar progressões.

De acordo com o sindicato, “a empresa persiste que as avaliações efectuadas em 2019 e 2020 continuam válidas, tendo por consequência bloqueado a progressão de carreira em cerca de 90% dos seus trabalhadores”.

O SINTAC reivindica ainda o pagamento de feriados a 100% a todos os trabalhadores e actualizações salariais imediatas, que tenham em conta a inflação.

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