Magalhães e Silva: “É verdade que o dinheiro chegava aos partidos em malas vindas de Macau. Com a excepção do PCP toda a gente lá foi”

Magalhães e Silva conheceu Jorge Sampaio em 1969, no tempo em que ainda era monárquico. Trabalharam juntos no mesmo escritório de advogados. Criaram uma relação de irmãos. Foi dos poucos consultores de Belém que defendeu a nomeação de Santana Lopes, mas testemunhou o sacrifício pessoal de Jorge Sampaio, quando alguns amigos de sempre o abandonaram. Muitos faltaram à festa de anos do Presidente nesse Setembro de 2004. Magalhães e Silva, que gostava de ter sido governador de Macau, não tem dúvidas: era ali que os partidos iam buscar dinheiro em malas.

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Manuel Magalhães e Silva, advogado RG Rui Gaudêncio

Quando Sampaio decide indigitar Santana Lopes (Sampaio chamava-lhe Flopes, como no Contra-Informação) o advogado Magalhães e Silva entra no Procópio e alguém diz: “Lá vem a santanete de Belém.” Escreveu, em conjunto com Miguel Galvão Teles, a declaração em que Jorge Sampaio explicaria ao país as razões da dissolução. Mas Sampaio não leu aquele discurso — e justificou a decisão apenas com “episódios”.

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