Voto PS, não voto PAN

Não compreendo como é possível o PS colocar-se na eventual dependência do PAN, partido que subverte o primado da pessoa humana e os fundamentos humanistas da nossa sociedade. Se tal acontecesse, votar PS seria como votar contra mim mesmo, contra o que gosto de fazer, como caçar e pescar.

O PS tornou-se um grande partido nacional ao preservar a sua autonomia política e estratégica quando, em 1974-75, derrotou os que pretendiam torná-lo satélite do vanguardismo político-militar. Dei a minha ajuda com o discurso que fiz no Congresso realizado em Dezembro de 74 na Aula Magna. Sob a liderança de Mário Soares, o PS conduziu então, em aliança com os militares do Grupo dos Nove, o combate pelo rumo democrático do 25 de Abril. Depois da institucionalização da democracia, a partir de certa altura, o PS ficou refém do chamado arco da governação, em que parecia condenado a ser uma espécie de ala esquerda do centro direita.

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