Eles descobriram a “verdade com esperança” de José Saramago — e nunca mais deixaram de o ler

Uma voz dissonante, polémica, implacável. José e Ana Cláudia descobriram-no quando tinham 17 ou 18 anos e nunca mais quiseram deixar de o ler. Dedicam horas de estudo a José Saramago e, quanto mais escavam, mais descobrem o génio. No dia do seu 99.º aniversário, e no início das celebrações do centenário, contam como o escritor os faz questionar sobre a humanidade, sem nunca ter desistido dela.

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Adriano Miranda

Há cerca de 20 anos, Ana Cláudia Henriques chegou a casa e encontrou O Ensaio Sobre a Cegueira pousado em cima da mesa. Para uma aluna do 12.º ano de Línguas e Humanidades que já sabia que queria estudar Literatura, os primeiros passos do caminho que a levou a ler a primeira página por curiosidade, até devorar a obra inteira, já tinham sido trilhados — mas foi no momento em que decidiu pegar no Nobel da Literatura de 1998 que passou “a porta das decisões”.

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