Ex-primeiro-ministro francês lança novo partido de direita mas apoia Macron

Édouard Philippe diz que o Horizontes vai apoiar a recandidatura do chefe de Estado nas eleições presidenciais do próximo ano em França.

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Édouard Philippe chefiou o Governo de França entre 2017 e 2020 CHARLES PLATIAU/Reuters

O antigo primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, lançou no sábado o Horizontes, um novo partido de direita em França. 

Sem nunca se ter filiado na República em Marcha (LREM), do Presidente Emmanuel Macron, e com um passado na União por um Movimento Popular (UMP) e nos Republicanos – as duas últimas vidas do maior partido de centro-direita em França – o actual presidente da câmara de Le Havre era visto como um possível candidato às eleições presidenciais do próximo ano.

Philippe esclareceu, no entanto, que o partido não pretende dividir o eleitorado em 2022 e garantiu, por isso, que vai apoiar a recandidatura de Macron.

“Repito, muito, muito claramente: o meu objectivo em 2022 é garantir que o Presidente da República Emmanuel Macron é reeleito”, afiançou.

Escolhido por Macron para chefiar o Governo francês em 2017, Philippe abandonou o cargo em Julho de 2020, depois de ter sido eleito para câmara municipal de Le Havre no final do mês anterior – foi substituído pelo actual primeiro-ministro, Jean Castex.

No evento de lançamento do Horizontes, precisamente em Le Havre, explicou a escolha do nome do novo partido e prometeu novidades sobre as suas prioridades programáticas, “estatutos”, “estrutura” e “carta de valores” para a próxima segunda-feira.

“Porquê Horizontes? Porque para fazer as coisas bem, é preciso ver ao longe”, afirmou, citado pelo Libération. “Temos de ver ao longe porque, se queremos mesmo pensar numa estratégia para o país em 2050, não podemos apenas olhar para aquilo que está à nossa frente, na porta ao lado.”

Édouard Philippe criticou o “imediatismo” que está a minar a salubridade do debate público e político em França e desafiou os seus apoiantes a “participarem na construção de uma nova opção política” que possa ajudar o país a “reforçar o seu poder” e “voltar a ter confiança em si próprio”.