E que tal deixar os miúdos em paz e vacinar quem precisa?

Quando ainda há centenas de milhões de idosos e de profissionais de saúde por vacinar nos países pobres, roça o obsceno andar a planear rodadas de vacinas no primeiro mundo.

Uma das coisas que mais me incomodou neste Verão foi ver o Presidente da República e o vice-almirante Gouveia e Melo a pressionarem a DGS para avançar com a vacinação generalizada dos jovens dos 12 aos 15 anos. Marcelo é o mais alto magistrado da nação e o vice-almirante tem feito um extraordinário trabalho na task force. No entanto, os palpites de um e de outro acerca da eficácia da vacina entre os jovens dos 12 aos 15 anos valem zero e, dadas as suas responsabilidades, jamais deveriam ter verbalizado tais opiniões em público.