A fusão a laser quase que tocou (desta vez) nas estrelas

Experiência de fusão a laser num laboratório dos EUA obteve um resultado “mesmo espectacular”, comenta a física Marta Fajardo. Numa Terra a aquecer, espera-se que daqui possa vir uma alternativa ao carbono dos combustíveis fósseis.

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Imitar aqui na Terra o que acontece no interior de uma estrela – a fusão nuclear – é um sonho de décadas. A fusão nuclear utilizando lasers, uma das abordagens para tentar forçar os núcleos de átomos leves a juntarem-se, tornou-se agora bem mais realista neste longo caminho para obter uma forma de energia praticamente limpa e inesgotável. O feito é da Instalação Nacional de Ignição (NIF), no Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), na Califórnia, que anunciou há dias em comunicado a subida de vários degraus na escada para alcançar a fusão a laser. E, por pouco, já quase se tocava ao de leve nas estrelas.

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