Sociedade “não pode ser insensível às agruras” da mãe que deitou bebé no lixo

Juízes do Supremo que reduziram pena para um ano e dez meses de cadeia concluíram que grávida sem-abrigo se sentia num beco sem saída: “O que pode ser interpretado como premeditação e frieza não é senão fruto do desespero.”

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Os juízes do Supremo Tribunal de Justiça que baixaram para um ano e dez meses de cadeia a pena da jovem sem-abrigo que deixou um recém-nascido no ecoponto, depois de o dar à luz na rua, alegam que se sentia num beco sem saída. Para concluírem que a premeditação e frieza de que falam os magistrados que lhe aplicaram nove anos de prisão não foi, afinal, senão um comportamento motivado pelo desespero.