Casa Branca anuncia que EUA estão a “rever” a sua política sobre Cuba

A porta-voz Jen Psaki afirmou que os protestos, descritos como “um evento importante”, terão “um impacto” na futura política norte-americana em relação à ilha, que deve ser “abrangente”, e reforçou o apoio ao povo cubano.

Foto
Milhares de pessoas manifestaram-se contra o Governo cubano Ernesto Mastrascusa/EPA

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, anunciou que os Estados Unidos estão a “rever” a sua política sobre Cuba, com o objectivo de criar um “impacto do bem-estar” do povo da ilha.

Psaki reconheceu que as políticas do antigo Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre Cuba, “reconhecendo a ilha como um Estado patrocinado pelo terror”, levaram a restrições importantes, pelo que afirmou que está a ser realizado “um processo exaustivo” para definir a sua política tendo “como ponto central a democracia e os direitos humanos”.

Dessa forma, referiu-se aos protestos como “um evento importante”, que “obviamente terá um impacto” na forma como procederão daqui para a frente os EUA e apontou que não será uma acção “pontual”, mas sim “abrangente”.

A porta-voz da Casa Branca mencionou também o pedido do Secretário da Segurança Interna dos EUA, Alejandro Mayorkas, para os haitianos e cubanos não tentarem migrar até aos EUA através do mar e afirmou que se os cubanos tentam migrar ou se manifestam, é “porque se opõem à opressão, à má gestão do Governo cubano”.

“Apoiamos o direito a protestar e os esforços para se manifestaram contra a forma como são tratados em Cuba”, acrescentou, dizendo que “os EUA estão com o povo cubano e com o seu apelo por liberdade, tanto face à pandemia, como perante as décadas de repressão e sofrimento a que foi submetido”.

“As manifestações em Cuba pararam quase na sua totalidade devido à violenta repressão do regime e das suas represálias contra os cubanos que exerceram os seus direitos fundamentais e universais. Isto é inaceitável”, considerou.

Muitos cubanos saíram às ruas nos últimos dias para expressar o seu descontentamento perante a escassez de produtos básicos, como alimentos e medicamentos. Membros da comunidade internacional e organizações não-governamentais, entre outros grupos, denunciaram a dura repressão contra os manifestantes.

O Governo cubano, por sua vez, considerou que os EUA estão por trás das mobilizações, que descreveram como sendo “desordem, vandalismo e violência”.