A cultura pidesca do Estado português continua bem viva

Rui Rio tem, neste caso, toda a razão: o processo aberto a um funcionário da AT é uma perseguição intolerável, pidesca e bem ao jeito do Estado Novo.

Chama-se José Maria Pires e cometeu três pecados mortais: 1) Ser membro do Movimento Terras de Miranda. 2) Elaborar, em nome desse movimento, um parecer sobre a venda das seis barragens da EDP no Alto Douro à Engie. 3) Sugerir no parecer que o Estado português terá sido lesado no negócio devido a esquemas de planeamento fiscal agressivo que dispensaram a EDP de pagar os impostos devidos.