O espectro das repúblicas imperiais paira sobre o mundo – sobreviverá a Europa?

No dia em que se celebra a ideia do francês Robert Schuman de avançar com a criação de uma entidade europeia supranacional — o Dia da Europa —, reflectimos sobre as forças que movem os principais blocos geopolíticos do globo. Face às repúblicas imperiais dos EUA, China e Rússia, o que pode um império neomedieval como a União Europeia?

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1. Os recentes acontecimentos no Leste da Ucrânia e na zona contígua da Rússia não deixam dúvidas. Entre a União Europeia e a Rússia há uma zona geopolítica cinzenta de instabilidade e conflito. A Moldávia, a Ucrânia e a Bielorrússia estão nessa posição, oscilando entre uma linha política pró-russa e a tentação de aproximação à União Europeia (UE). No caso da Ucrânia, a própria etimologia — literalmente arredores, zona de fronteira — sugere um território limite e de transição. Para a Rússia, esses são territórios perdidos de forma catastrófica num passado recente.

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