Direcção do sindicato dos pilotos resiste a moção de destituição

Direcção do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), liderada por Alfredo Mendonça, resistiu à moção de destituição que foi a votos esta segunda-feira em assembleia-geral extraordinária.

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Alfredo Mendonça é presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) desde 2017 LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

A direcção do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), liderada por Alfredo Mendonça, resistiu à moção de destituição que tinha sido apresentada por um conjunto de associados.

De acordo com um curto comunicado enviado pelo SPAC, que não contém informações sobre o número de participantes, nem o peso de cada uma das tendências de voto, os pilotos decidiram, na assembleia geral extraordinária que ocorreu esta tarde, “pela continuação da direcção e do conselho fiscal” deste sindicato, “rejeitando a moção de destituição”.

Este era o único ponto em discussão, tendo a assembleia geral sido convocada por pilotos que não se revêem na forma como o SPAC tem lidado com a TAP, que está a atravessar um período de profunda crise e avançou com o corte de postos de trabalho e de salários.

No âmbito do acordo de emergência que foi assinado entra o sindicato e a transportadora aérea estipulou-se uma redução salarial de 50% este ano, que passa depois para 45% em 2022, 40% em 2023 e 35% em 2024. Em troca, foram protegidos vários postos de trabalho. A maioria dos associados do SPAC ligados à TAP acabou por votar favoravelmente o acordo de emergência, mas até ter sido apurado o resultado final havia quem perspectivasse a hipótese de este ser rejeitado.

Entretanto, já chegou ao fim o programa de medidas voluntárias (que envolve pré-reformas, reformas antecipadas, rescisões amigáveis, licenças em vencimento e trabalho a tempo parcial), bem como o regime de transferências para a Portugália. A partir desta segunda-feira, a empresa vai começar a contactar os trabalhadores que ainda são considerados como excedentários.

Estes serão confrontados com uma última vaga de adesão a rescisões por mútuo acordo, reformas e pré-reformas, “com manutenção das mesmas condições” que estiveram em cima da mesa, bem como com a transição para a Portugália. Com esta última medida, e com os trabalhadores visados a serem confrontados com o cenário de uma saída em piores condições, a empresa espera evitar um despedimento colectivo.