Máscaras e distanciamento podem manter-se durante anos, diz epidemiologista britânica

Mary Ramsay, responsável do programa de vacinação do Reino Unido, prevê que o uso da máscara se mantenha durante alguns anos. “É importante que não haja um relaxamento muito rápido das medidas”, referiu à BBC.

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“As pessoas já se acostumaram a este tipo de restrições e podem continuar a viver com elas” Lusa/JOSE COELHO

A responsável do programa de vacinação do Reino Unido, Mary Ramsay, acredita que é possível que as medidas de distanciamento físico, assim como de uso de máscara individual, poderão vigorar durante alguns anos. À BBC, a epidemiologista, que integra a Public Health England (agência de saúde pública britânica), disse também que a retoma de grandes eventos, com várias aglomerações de pessoas, requer um planeamento cuidadoso e instruções claras.

“As pessoas já se acostumaram a este tipo de restrições e podem continuar a viver com elas”, referiu a especialista. “Acredito que essas medidas se prolonguem durante alguns anos, pelo menos até que outras partes do mundo estejam tão bem vacinadas quanto nós [Reino Unido], e com os números mais reduzidos também. Só aí poderemos voltar gradualmente a uma situação mais normal”, acrescentou ainda Mary Ramsay.

O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, disse este domingo que o Reino Unido vacinou 873.784 pessoas no sábado, ultrapassando o recorde diário que tinha sido conseguido na sexta-feira. A média de vacinação no país foi, por isso, de dez pessoas por segundo – um ritmo de vacinação de 607 doses administradas por minuto, 36.408 por hora.​ 

Apesar do ritmo de vacinação ser positivo, Mary Ramsay alerta que “é importante que não haja um relaxamento muito rápido das medidas”. "Temos que ter muito cuidado antes que qualquer uma das restrições [de combate à pandemia] em vigor seja levantada”, rematou.

O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, disse, este domingo, que é prematuro marcar férias de Verão fora das ilhas britânicas, porque os turistas podem trazer variantes resistentes às vacinas das suas viagens ao estrangeiro e, assim, prejudicar os esforços da campanha de vacinação.