Land Rover Defender vence Women’s World Car Of The Year

O Defender, herdeiro de uma história de 70 anos, conseguiu a melhor pontuação entre as juradas de cinco continentes, jornalistas da área automóvel que trabalham em 38 países, Portugal incluído.

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Não será uma escolha fácil de entender para a maioria dos condutores portugueses. Aliás, não retirando qualquer predicado ao excelente novo Land Rover Defender, é um veículo difícil de explicar no mercado europeu: é caro, tanto para comprar como para manter (à excepção do PHEV, o consumo a cada 100km anda acima dos 8 litros) e apresenta um elevado nível de emissões (o que implica, no caso luso, uma sobrecarga fiscal).

No entanto, o mundo é maior que a velha Europa, e a investida da Land Rover num carro que, com o espírito do antigo Defender se apresenta em linha com o mundo actual e futuro, deu frutos noutros mercados, onde se revela uma solução completa. “O Defender é um veículo muito lógico e popular na Austrália. Preço, equipamento, versatilidade – tudo agrada ao nosso mercado”, explica uma das juradas do país.

O Land Rover Defender saiu vencedor de uma segunda ronda de votação entre os líderes de cada segmento, segundo as juradas do Women’s World Car Of The Year (WWCOTY): além do que conquistou o título maior, saído da classe dos SUV médios, eram candidatos a WWCOTY o Peugeot 208 (melhor citadino), Skoda Octavia (melhor familiar), Peugeot 2008 (melhor SUV urbano), Kia Sorento (melhor SUV grande), Ford F-150 (melhor 4x4 & pick-up), Honda e (melhor eléctrico), Lexus LC500 Cabrio (melhor carro de luxo) e Ferrari F8 Spider (melhor desportivo).

Lançado no ano passado na versão 110, à qual se juntou o mais compacto 90 já este ano, o Land Rover Defender é provavelmente um dos mais completos lançamentos da marca dos últimos anos. O emblema conseguiu fazer justiça ao espírito aventureiro do carro que fez história ao longo de 33 anos (a sua produção foi descontinuada em 2016) e que carregava uma herança muito maior, a dos Land Rover series, originalmente apresentados em 1948. Mas, não se ficou por aí: juntou-lhe características de conforto e equipamento tecnológico que faz com que seja mais do que um todo-o-terreno, como é comummente olhado. “O estilo do interior é impressionante e não tem qualquer semelhança com o seu predecessor. Em vez de um interior funcional e utilitário, o novo Defender apresenta um habitáculo bem equipado e de pelúcia, a transpirar luxo”, avaliou a jornalista sul-africana Charleen Clarke, editora na revista Focus on Transport and Logistics.

“A sua comprovada capacidade todo-o-terreno está emparelhada com características de segurança e conforto de topo que reconhecem o seu duplo papel como um carro familiar suburbano”, acrescentou Nadine Armstrong, editora de Consumo no site de classificados australiano Carsales.

Da nossa parte, que testámos tanto o 110 como o 90, mas que conseguimos levar o primeiro para o fora de estrada, concluímos que quanto mais complicado é o trilho melhor e mais fiável se mostra o Defender. Para tal, contribui uma carroçaria e plataforma construídas integralmente em alumínio, reduzindo o peso e incrementando a robustez, mas também a panóplia de tecnologia, com um evoluído sistema Terrain Response, assim como as credenciais para todo-o-terreno: graças a uma suspensão pneumática independente de amortecimento variável a altura ao solo vai de 218mm a um máximo de 291mm e os ângulos atingem máximos de 38,0º (ataque), 40,0º (saída) e 28,0º (ventral), sendo a capacidade máxima de passagem a vau de 90cm.

Já em auto-estrada, não há receios de pisar o acelerador, com o automóvel a parecer mais pequeno e leve do que é na realidade. E, claro, aqui também beneficiamos das ajudas à condução. Mas sobretudo de potência a rodos. No caso do P400, com motor a gasolina de seis cilindros em linha e uma capacidade de 3,0 litros, apoiado por um sistema mild-hybrid de 48 V, são 400cv e um torque de 550 Nm a admitirem uma aceleração de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos e uma velocidade máxima de 191 km/h. Nada mau para um veículo com mais de duas toneladas.

Já o preço, como se começou por dizer, ainda que não se possa descrever como disparatado face ao produto apresentado, está longe de democrático: desde 83.058€ para o 110 e a partir de 85.714€ para o 90.