Homem entre os 19 e os 29 anos morre com covid-19. É a sexta morte nesta faixa etária em Portugal

Homem tinha 27 anos e estava internado num hospital da região de Lisboa e Vale do Tejo. Portugal registou mais 74 mortes e 3336 casos de covid-19, um ligeiro aumento em relação aos números de sábado e domingo. Número de casos internados diminui. Há mais de 6 mil novos recuperados.

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Portugal registou mais 74 mortes e 3336 casos de covid-19. LUSA/TIAGO PETINGA

O boletim desta terça-feira divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) dá conta de que nesta segunda-feira foi registada uma morte de uma pessoa do sexo masculino que tinha entre 19 e 29 anos. É a sexta morte nesta faixa etária em Portugal e a nona registada abaixo dos 29 anos.

Fonte da DGS disse ao PÚBLICO que se trata de um homem de origem nepalesa, de 27 anos, que estava internado num hospital da região de Lisboa e Vale do Tejo. “O certificado de óbito não refere a existência de comorbilidades”, referiu a mesma fonte.

Portugal registou, esta segunda-feira, 74 mortes de doentes que tinham covid-19. Grande parte das vítimas mortais tinha mais de 80 anos (45 mortes) e entre os 70 e os 79 anos (19 óbitos). Foram ainda registados seis mortes em pessoas entre os 60 e os 69 anos e três entre os 50 e os 59 anos. Em Portugal, desde Março, já foram registadas 6751 mortes por covid-19. 

Os dados do relatório da DGS indicam que, do total de mortes registadas, 3234 são mulheres e 3517 homens.​ Das 6751 pessoas que morreram até à data com covid-19 em Portugal, 4036 tinham acima de 80 anos, o que corresponde a cerca de 67%.

Em termos de casos confirmados, foi contabilizado um ligeiro aumento em relação aos 2093 casos de domingo. Há, assim, mais 3336 casos de covid-19 nesta segunda-feira, num total de 400.002 casos desde o início da pandemia. Por outro lado, o número de doentes internados regista uma descida: existem menos 37 doentes internados em enfermaria (num total de 2930) e menos 17 nos cuidados intensivos (num total de 486).

O boletim dá ainda conta de 6112 casos recuperados desde domingo. No total, 327.794 já recuperaram da doença em Portugal.

Grande parte dos novos casos e dos óbitos continuam a ser registados em duas regiões do país: no Norte, com 1494 novos casos e 24 mortes, e em Lisboa e Vale do Tejo, com 995 novas infecções e 33 mortes.

O Norte é a região com o maior número de casos acumulados: 204.986 e 3126 mortes — é a região com o maior número de vítimas mortais e com mais casos. Lisboa e Vale do Tejo é a segunda: são 128.841 os registos de infecção e 2352 mortes por covid-19. Já o Centro tem 45.243 infecções (628 em 24 horas) e 968 mortes (mais nove). O Alentejo totaliza 10.398 casos (52 novos) e 202 mortes (mais seis). No Algarve, há 7259 casos de infecção (mais 90) e 69 óbitos. A Madeira registou 1526 casos de infecção (50 novos) e 12 mortes desde o início da pandemia. Já os Açores registam 1749 casos (mais 27) e 22 mortes (mais uma).

Ordem da vacinação vai ser definida de acordo com “critérios transparentes"

A directora-geral da Saúde anunciou nesta terça-feira que nos últimos dois dias foram vacinados pelo menos 7585 profissionais de saúde dos primeiros cinco centros hospitalares que receberam a vacina, “cerca de 80% das doses disponibilizadas”.

Na conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica em Portugal, Graça Freitas voltou a recordar os objectivos da vacinação contra a covid-19: reduzir a mortalidade e os internamentos; diminuir os surtos, “principalmente aqueles que ocorrem em populações mais vulneráveis"; e minimizar o impacto da pandemia “quer no sistema de saúde, quer na sociedade”.

“Com estes objectivos, temos a expectativa de controlar a covid-19 a médio prazo, como já aconteceu com outras doenças no passado”, disse a directora-geral, lembrando que a vacinação “não dispensa de forma alguma as medidas de protecção recomendadas como o distanciamento, o uso de máscara ou a etiqueta respiratória”.

Graça Freitas reforçou que os dois primeiros dias de vacinação “correram bastante bem e devemos estar satisfeitos com isso”, uma vez que estão a ser postas em prática “operações muito complexas e que vão demorar muitos meses”, à medida que o país receber as tranches "crescentes” de doses.

A directora-geral da saúde disse que a vacinação foi expandida esta terça-feira a agrupamentos e centros de saúde, onde também há “profissionais prioritários”, e que o plano vai cumprir a ordem de vacinação de acordo com “critérios transparentes”.

“Quanto maior for o risco e maior for o benefício da vacinação, mais precocemente as pessoas serão vacinadas”, adiantou, dando o exemplo de três critérios de avaliação do risco e benefício para os lares: vai ser dada prioridade a instituições que estejam localizadas em concelhos de alta incidência e com maior número de residentes e sem surtos activos, porque os utentes “não vão ser vacinados em pleno surto”.

“Quero deixar uma palavra de tranquilidade porque vai ser uma questão de dias. Se uma pessoa não for vacinada numa semana, vai ser na seguinte”, sublinhou Graça Freitas, que avançou ainda que a primeira etapa da vacinação deve ficar concluída até ao final do dia.

A responsável afirmou ainda estar em aberto a integração dos órgãos de soberania nos grupos prioritários numa das primeiras fases de vacinação. “Em Portugal não temos nada contra que os órgãos de soberania também sejam vacinados numa primeira fase, antes pelo contrário, exercem funções muito importantes para a sociedade e isso deve ser contemplado”, referiu na conferência de imprensa da DGS desta terça-feira, referindo que há países em que isso aconteceu ou está a ser discutido. “A questão dos grupos prioritários não está totalmente encerrada e nada impede que se considere que no nosso país também se considere que é importante vacinar órgãos de soberania”.

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