Walmart retira armas e munições das prateleiras por causa da “agitação social”

Gigante norte-americano da distribuição de armas diz que a medida é preventiva. Protestos em Filadélfia e manifestações pós-eleições terão estado na origem da decisão.

eleicoes-eua-2020,america-norte,armas,eua,mundo,america,
Foto
Loja de venda de armas em Parker, no Colorado Reuters/ Shannon Stapleton

O Walmart decidiu retirar as armas e as munições das prateleiras das suas lojas. O maior distribuidor de armas dos Estados Unidos justificou a decisão como uma medida preventiva, tendo em conta a “agitação social” que se vive no país.

“Temos assistido a episódios isolados de agitação social e, como já fizemos várias vezes nos últimos anos, retirámos as nossas armas e as munições das prateleiras, como medida de prevenção e para a segurança dos nossos associados e clientes”, afirmou Kory Lundberg, porta-voz do Walmart, citado pelo Washington Post.

A cadeia retalhista já tinha tomado uma medida semelhante aquando dos protestos em todo o país, por causa da morte de George Floyd, em Mineápolis (Minnesota), mas não especificou, desta vez, os incidentes e os distúrbios a que se referia.

Os media norte-americanos acreditam, no entanto, que o Walmart se estava a referir tanto aos protestos, dos últimos dias, em Filadélfia (Pensilvânia), que começaram com a morte de outro afro-americano às mãos da polícia, como à agitação popular previsível na noite eleitoral e nos dias que se seguirão.

Os norte-americanos escolhem o próximo Presidente no dia 3 de Novembro, numa das eleições mais tensas e polarizadas das últimas décadas nos EUA.

A possibilidade de não haver um resultado oficial nessa noite – por causa dos milhões de votos por correspondência que têm de ser contabilizados – e a recusa do Presidente Donald Trump em comprometer-se com uma transição pacífica de poder, se perder para Joe Biden, fazem prever um longo período de protestos e de manifestações em todo o país.

No primeiro debate com o candidato do Partido Democrata, Trump chegou mesmo a apelar ao grupo supremacista branco Proud Boys para se manter “a postos” para o dia da eleição.

Sugerir correcção