Carla Tavares: “Às vezes não confio no meu instinto”

A advogada socialista é presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego

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Qual a sua ideia de felicidade perfeita?
Não acredito na ideia de felicidade perfeita.

Qual é o seu maior medo?
Perder as pessoas que amo.

Na sua personalidade, que característica mais a irrita?
A ingenuidade.

E qual o traço de personalidade que mais a irrita nos outros?
A hipocrisia.

Que pessoa viva mais admira?
A primeira pessoa que me ocorre é a actriz Maria do Céu Guerra. Sou fã.

Qual a sua maior extravagância?
Entre outras duas ou três, sapatos.

Qual o seu estado de espírito neste momento?
Tranquilo.

Qual a virtude que pensa estar sobrevalorizada?
Ser capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Em que ocasiões mente?
Por vergonha da verdade. Se respondesse que não minto, seria por ter vergonha de assumir que às vezes minto.

O que menos gosta na sua aparência física?
Dos quilos a mais, dos quais não me consigo livrar.

Entre as pessoas vivas, qual a que mais despreza?
Não me ocorre alguém que mais despreze em particular, mas várias pessoas por quem não tenho especial apreço.

Qual a qualidade que mais admira num homem?
A honestidade.

E numa mulher?
A determinação.

Diga uma palavra – ou frase – que usa com muita frequência.
“Há males que vêm por bem.”

O quê ou quem é o maior amor da sua vida?
O meu marido e os meus filhos.

Aonde e quando se sente mais feliz?
Quando estou rodeada pelas pessoas de quem gosto e que sei que gostam de mim e a fazer o que gosto.

Que talento não tem e gostaria de ter?
Gostava muito de ter jeito para dançar.

Se pudesse mudar alguma coisa em si o que é que seria?
Gostava de ter mais autoconfiança. Às vezes não confio o que devia em mim e no meu instinto.

O que considera ter sido a sua maior realização?
Os meus dois filhos.

Se houvesse vida depois da morte, quem ou o quê gostaria de ser?
Eu, outra vez.

Onde prefere morar?
Precisamente onde moro.

Qual o seu maior tesouro?
Repetindo-me, os meus dois filhos.

O que considera ser o cúmulo da miséria?
Perder a noção de quem se é.

Qual a sua ocupação favorita?
A acção política, se o entendermos como forma de melhorar a vida dos outros.

A sua característica mais marcante?
Dizem que é a persistência.

O que mais valoriza nos amigos?
A lealdade.

Quem são os seus escritores favoritos?
Lídia Jorge, José Saramago, Luís Sepúlveda, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues.

Quem é o seu herói de ficção?
A princesa She-ra.

Com que figura histórica mais se identifica?
Não sei se me identifico assim tanto, mas é a minha referência, e faz parte da história recente do nosso país, Maria de Lourdes Pintasilgo.

Quem são os seus heróis na vida real?
O meu pai e os meus filhos (outra vez eles).

Quais os nomes próprios de que mais gosta?
Pedro, João, Maria e Helena.

Qual o seu maior arrependimento?
Não ter percebido que era última vez que estaria com o meu pai e não ter ficado ao lado dele o máximo de tempo que me permitissem.

Como gostaria de morrer?
Em paz e sem dor.

Qual o seu lema de vida?
“Nada acontece por acaso” e “Tudo tem solução, menos a morte”.

Carla Tavares, advogada e presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego