Novo Banco diz que responde a todas as dúvidas e “perante qualquer órgão de soberania”

António Ramalho, presidente do conselho de administração executivo do Novo Banco, diz estar disposto a ir ao Parlamento, mesmo durante Agosto.

António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco
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António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco LUSA/JOSÉ SENA GOULÃO

O conselho de administração executivo do Novo Banco, presidido por António Ramalho, afirmou esta tarde, em comunicado, que está “sempre disponível para prestar todos os esclarecimentos e garantir” o “cabal esclarecimento por quaisquer meios das dúvidas existentes, perante qualquer órgão de soberania”.

O novo comunicado do Novo Banco surge na sequência de diversas críticas públicas após trabalhos do PÚBLICO sobre operações levadas a cabo pelo banco, como a venda a imóveis a um fundo das ilhas Caimão que gerou perdas compensadas pelo Fundo de Resolução. Uma das últimas tomadas de posição foi do Presidente da República, que afirmou ser “importante que haja um esclarecimento cabal, por todos os meios, daquilo que se passou”.

O Ministério Público está também a analisar uma carta do primeiro-ministro, através da qual António Costa pediu para serem sejam avaliados procedimentos para acautelar a protecção dos interesses do Estado no Novo Banco, até a Deloitte entregar a auditoria às contas do banco, desde os últimos anos do BES até 2018. A data prevista, confirmou o primeiro-ministro recentemente no parlamento, é que a auditoria seja entregue até 31 de Julho.

Por parte do Novo Banco, este realça no comunicado desta quarta-feira que a “circunstância de estar neste momento a ser publicamente comentada uma operação realizada, anunciada e auditada em 2018, a escassos dias de ser concluída a auditoria especial sobre esse período e antes de ouvidos os respectivos intervenientes, com base num artigo de jornal”. E diz que “não contraditará estes comentários até à divulgação dos resultados da auditoria em curso”.

Ao mesmo tempo, afirma que António Ramalho está “não só está disponível para prestar todos os esclarecimentos no reinício dos trabalhos parlamentares como se disponibilizará em qualquer momento, até em Agosto, se a Comissão de Orçamento e Finanças assim o pretender”.

No comunicado, é afirmado que “as operações realizadas sobre imóveis sempre o foram de acordo com os princípios de boa conduta e práticas bancárias adequadas e seguramente na estrita obediência da lei e dos contratos assinados em 2017”. Aqui a administração do Novo Banco inclui “a gestão partilhada dos activos protegidos” que “eventualmente podem gerar perdas a suportar pelo seu accionista Fundo de Resolução”. 

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