teatro-nacional-d-maria-ii,tiago-rodrigues,entrevista,artes,teatro,culturaipsilon,
Tiago Rodrigues

“A partilha numa sala de teatro será altamente sublinhada” nos próximos meses

Este domingo ficámos a conhecer a programação do Teatro Nacional D. Maria II para a temporada 2020-21, último ano do presente mandato de Tiago Rodrigues. E ficamos perante três incógnitas: a sua recondução, a hipótese de ainda levar Saramago à Royal Shakespeare e o que a pandemia mudará nas salas.

O segundo mandato de Tiago Rodrigues enquanto director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, termina a 31 de Dezembro. A entrada em cena da pandemia obrigou a que a discussão com o Ministério da Cultura em torno de um possível terceiro ciclo do autor, encenador e actor à frente da sala do Rossio fosse ultrapassada pela emergência de cumprir os compromissos com companhias, artistas e técnicos que viram os seus espectáculos impossibilitados de acontecer, assim como pela necessidade de redesenhar toda a próxima temporada de maneira e integrar esses mesmos projectos. A sua eventual renomeação é uma questão que fica em aberto para os próximos meses, assim com o desfecho da sua adaptação de José Saramago para a Royal Shakespeare Company depois de, num primeiro momento, o projecto ter sido arquivado. A partir deste domingo, passamos a conhecer os planos do D. Maria II para a próxima temporada — se a pandemia não baralhar tudo outra vez.