Passadiços do Paiva reabrem mas com medição da temperatura e lotação reduzida

A atracção de Arouca só permitirá 600 pessoas por dia. Visitantes têm de autorizar medição de temperatura, higienizar as mãos, usar máscara em algumas situações. E há um conselho mais raro: “evitar o apoio nos corrimões”. Quanto à “maior ponte pedonal suspensa do mundo”, a obra avança.

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Os Passadiços do Paiva, em Arouca, reabrem ao público na segunda-feira, anunciou a autarquia local, que vai reduzir a lotação diária desse percurso pedonal de 8,7 quilómetros e medir a temperatura corporal dos visitantes.

Premiada nacional e internacionalmente pelo seu trajecto linear ao longo das escarpas desse rio do distrito de Aveiro, a estrutura de madeira e ferro está encerrada ao público desde 12 de Março devido à pandemia de covid-19 e começa agora a aceitar novas reservas de caminhantes.

A medida vem satisfazer as expectativas dos operadores turísticos do município, já que esse equipamento do Paiva constitui uma das principais fontes de receita para a economia local.

A lotação diária dos Passadiços passa, contudo, de 2.000 para 600 pessoas, com o que a Câmara de Arouca pretende “garantir maior distanciamento social entre os visitantes da estrutura”, cujo horário prevê agora que a última entrada no percurso se verifique às 17h, mais cedo do que anteriormente.

O acesso ao local só se fará mediante compra prévia do bilhete online ou na Loja Interactiva de Turismo, deixando de estar disponível a aquisição nos próprios pórticos de acesso ao trajecto. Clientes de operadores turísticos do município continuarão, ainda assim, a ser privilegiados em caso de lotação esgotada, uma vez que esses estabelecimentos manterão a sua reserva própria de bilhetes para quem já estiver a usufruir dos seus serviços.

À entrada nos Passadiços os visitantes terão depois que autorizar a medição da sua temperatura e “proceder à higienização das mãos”, sendo aconselhados a que se façam “acompanhar de um doseador de álcool gel para higienização das mãos ao longo do percurso”.

Para diminuir o risco de contágio através de superfícies, num passeio que pode durar até várias horas consoante o ritmo de caminhada e a frequência de paragens para apreciação de uma paisagem de orografia acentuada antes inacessível à presença humana, a autarquia aconselha ainda que se tente “evitar o apoio nos corrimões” existentes ao longo da estrutura - que, também por isso, deve ser percorrida com calçado seguro e confortável.

O uso de máscaras, por sua vez, está recomendado em três situações: “aquando da validação dos bilhetes à entrada e saída dos Passadiços, no acesso às instalações sanitárias e em caso de eventual interacção com terceiros”.

A Câmara de Arouca apela igualmente a que a estrutura não seja visitada por cidadãos que estejam “doentes, em contacto com pessoas diagnosticadas com covid-19 ou que residam ou trabalhem em áreas onde a transmissão comunitária do vírus tenha estado activa nos últimos 14 dias”.

Quanto à ponte 516 Arouca, que vai complementar os Passadiços do Paiva e está anunciada como a maior ponte do mundo em formato suspenso, a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, disse à Lusa que se encontra “em fase final de construção e está a ser concluída a montagem dos tabuleiros”.

“As próximas etapas incluem a realização de testes ao funcionamento do serviço e a estabilização do seu modelo de operação”, acrescentou a autarca.

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