Reabertura das economias anima bolsas mas não “segura” preço do petróleo

Queda da Galp leva praça de Lisboa para o “vermelho”. Juros da dívida portuguesa seguem em queda, depois das subidas nas últimas semanas.

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Níveis de abertura de algumas economias ditarão evolução dos mercados Reuters/BRENDAN MCDERMID

As principais bolsas europeias abriram esta segunda-feira em alta, animadas com a melhoria dos números da pandemia da covid-19 perante os primeiros passos de reabertura de países em todo o mundo depois do confinamento. O principal índice da bolsa de Lisboa iniciou a sessão a ganhar 1,5%, mas já não acompanha a recuperação das congéneres, negociando em queda ligeira, arrastada pela desvalorização da Galp, de 2,5%.

A desvalorização das acções da petrolífera acontece no dia em que a empresa divulgou uma queda de 72% nos lucros do primeiro trimestre do ano para 29 milhões de euros, e em que o preço do petróleo segue em queda.

O arranque da sessão dos principais índices europeus foi de subidas expressivas: EuroStoxx 600 subia 1,87%, e Londres, Paris e Frankfurt avançavam 1,780%, 2,07% e 2,64%, respectivamente. Também Madrid e Milão subiam 2,03% e 2,38%.

Já os preços do petróleo registam mais uma sessão de queda, à espera das reuniões chave da semana do Banco Central Europeu (BCE) e da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), e da publicação de novos resultados empresariais.

A queda de 36,7% dos lucros das principais empresas industriais chinesas no primeiro trimestre de 2020, em termos homólogos, também está a contribuir para a penalização dos preços do petróleo.

Esta segunda-feira, o petróleo Brent, referência para a Europa, descia quase 5%, ainda que as perdas sejam mais avultadas nos Estados Unidos, onde o preço do petróleo WTI recuava quase 12% nas negociações prévias à abertura formal do mercado.

O barril de Brent, para entrega em Junho, abriu a cotar-se a 20,34 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, contra 21,44 dólares na sexta-feira e 19,33 dólares em 21 de Abril, um mínimo desde 1999.

Juros da dívida em queda

Positivo para Portugal é a queda dos juros da dívida soberana, nos principais prazos de financiamento, a dois, a cinco e a 10 anos, em relação a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, da Grécia e de Itália.

Ao início da manhã, os juros a 10 anos recuavam para 1,000%, contra 1,074% na sexta-feira, depois de terem subido até 1,441% em 18 de Março, um máximo desde Março de 2019, e descido até ao actual mínimo de sempre, de 0,065%, em 15 de Agosto de 2019.

No mesmo sentido, no prazo de cinco anos, os juros estavam a cair, para 0,569%, contra 0,643% na sexta-feira, 0,916% em 18 de Março, um máximo desde Junho de 2018, e o mínimo de sempre, de -0,374%, em 26 de Agosto.

Os juros a dois anos desciam para 0,049%, contra 0,073% na sexta-feira, 0,258% em 18 de Março, um máximo desde pelo menos Junho de 2018, e o actual mínimo de sempre, de -0,684%, em 4 de Setembro. Com Lusa